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09/03/2009

Back to real life

Ficaste na escola, com mil e uma recomendações à educadora.

E eu vim trabalhar. Já gostei mais do que faço do que hoje em dia.
Acho que ando a precisar de "acertar o meu relógio".

17/02/2009

Carnaval II

E hoje, dia 17 de Fevereiro, é que me é entregue uma cartinha da escola a estimular que as fantasias de Carnaval sejam feitas com recurso a materiais reciclados e apelando à criatividade dos pais?

Como justificação, apelar ao inverso do consumismo de Carnaval das máscaras compradas ou alugadas.

Hoje? Hoje é que se lembram disso???

Pois, pois... vai uma princesinha com um fato comprado numa grande superfície e mais nada.

Sinceramente... façam-no elas com as crianças, como é hábito em tantas outras escolas!

Três dias antes é que se lembram.

09/02/2009

Nó na garganta...

Ainda sobre a escola e as diferenças com a metodologia João de Deus (que a Maria seguiu dos seis meses aos três anos):

A semana passada trouxemos para casa a pasta de trabalhos realizados no primeiro período.

Foi com um nó na garganta que reparei que na João de Deus faziam coisas muito mais giras e que, inclusivamente, as técnicas e noções que ela aplicou no primeiro período na nova escola, já tinham sido trabalhadas o ano passado.

Continuo a puxar muito por ela em casa e já tenho uma nova "renda": livros de actividades.

Preciso de descobrir coisas na net, ou vou à falência.

Não acho que a minha filha seja mais inteligente ou espera que as outras crianças da idade dela. Noto sim que tem muita sede de aprender, de fazer bem e de estar entretida com "trabalhos de casa".

Este fim-de-semana lá apareceu um dos meus "netos" a dormir no chão da sala, mas, ultimamente, ela só brinca com lápis, folhas, tesoura, cola, ... Em suma, só faz trabalhos de casa! :)

30/01/2009

Ao acordar...

- Bom dia, mamã! São horas de acordar?
- Sim. Vá, vamos despachar-nos.
- Mas hoje há escola?
- Há sim.
- Mas tu ontem disseste que era fim-de-semana!
- Não, a mamã disse que ias para a escola e que ao final do dia, quando te fosse buscar, começava o fim-de-semana.
- Ah... mas eu não quero ir para a escola, quero ficar contigo.
- Eu também gostava muito de ficar contigo, mas vais ver que o dia passa a correr e logo já ficamos juntas outra vez.

(bem que estranhei que saltasses da cama a um dia de semana... afinal, havia uma explicação!)

22/01/2009

Visita-de-Estudo

Está a decorrer o teu primeiro passeio fora da escola.

Não descanso enquanto não souber que vocês estão de regresso à escola.

29/09/2008

A semana das decisões...

Abriu uma vaga, com muito factor cunha à mistura, numa escola com bons princípios de orientação pedagógica, aqui para os lados do meu trabalho.

Quinta-feira tenho reunião com a Direcção Pedagógica e educadora da tua escola.

Diria que 90% da minha decisão está tomada, mas ainda muita coisa pode acontecer porque há factores ainda por analisar.

O que eu não aguento mais é continuares a chorar de desespero e tristeza todas as manhãs...

22/09/2008

Mini-inquérito

Pergunto-me (e pergunto-vos) se isto será normal:

- dois dias fruta, um dia gelatina, outro dia mousse de chocolate e, por fim, um dia iogurte de morango*.

* lista de sobremesas na escola da minha filha, a semana passada

10/09/2008

Não vale a pena ler...

Já…
… não me identifico com o que sinto.
… não me identifico com as emoções à flor da pele.
… não me identifico com o(s) ataque(s) de choro na casa de banho do escritório.
… não me identifico pela cara marcada com o sofrimento que sinto.
… não me identifico com o meu corpo controlar as batidas do meu coração, a ansiedade e a tristeza constante.

Então…
… porque é que é tão difícil lutar contra tudo isto?

Já não sou eu. Eu já não sou assim. Então porque é que me sinto assim?

Que raiva. Que desespero.

Não me apetece nada, a não ser voar para junto de ti.
Não me apetece nada, a não ser que o relógio avance depressa e as 19h cheguem depressa e eu esteja no átrio da escola à espera de te ver correr para mim por aquele corredor frio e cinzento.
Abraçamo-nos, sentimos o calor uma da outra e vamos, de mão dada, até casa. Recolhemo-nos no palácio das princesas e ficamos ali a viver uma para a outra o resto do dia.

Não sou uma mãe (assim tão) stressada, mas esta semana está a ser, pura e simplesmente, horrível. Pela primeira vez na vida, sinto que não gostas da escola, que te angustias logo de véspera a pensar que vais para lá. E quando sais de casa choras agarrada a mim. Queres ir ao meu colo, encostada no meu ombro, pedes mil abraços e beijinhos. Ficas, perdida, de olhar assustado, a tentar resistir ao pânico de me veres sair. E eu já não estou a aguentar. Não sou o tipo de mãe que consegue resistir ao sofrimento de um filho. Isso tira-me forças. Totalmente. Tenho-as para ti, mas esgotam-se aquela hora da manhã e passo o resto do dia com o cansaço e abatimento típico de quem está esgotado e desgastado emocionalmente.

E há quem não perceba, desvalorize, goze, o que seja… Mas quem te conhece realmente sou eu, princesa, e eu quero que saibas que não tenho outra hipótese que não seja deixar-te na escola e que não podemos fraquejar ou vai ser pior para as duas.

Passas dez horas e meia num sítio em que não te sentes bem. Isso é justo? NÃO!!!

Às vezes a vida consegue ser uma grande mxxxx (versão light: caca).

09/09/2008

A (difícil) adaptação

Estou com a sensação de que me passou um camião por cima, filha.

A adaptação à nova escola não está a ser fácil.

Começaste a chorar ainda em casa. O caminho todo até lá também.

Entrei na sala contigo, com calma e sem te pressionar muito, olhando discretamente para o relógio para não me atrasar. Depois de abracinhos e choros, disseste-me “Vai para o trabalho, mamã. Dá cá beijinho”. Sol de pouca dura. Choraste novamente, duas coleguinhas tuas também se sentaram no meu colo procurando consolo… os meus olhos marejados de lágrimas. Por fim, trocaste o meu colo pelo da tua educadora e lá consegui vir-me embora.

Saí a porta da escola (finalmente eu) em pranto. Triste porque vi o esforço que fizeste para ficar, de cara apreensiva e assustada, o que não é nada típico em ti. Via-se mesmo que tentavas ser forte, mas que não estavas a conseguir.

Vejo também que a tua educadora não tem mãos em tantos meninos e tanto choro. Um dia de cada vez… vamos lá ver como é que vai correr nos próximos dias.

Mas estou triste, de coração apertado.

Hoje só tive vontade de largar tudo e poder ficar contigo o tempo que fosse preciso até te acalmares.

Prometi que logo, depois do banhinho e do jantar, fazíamos uma festa do pijama.

Vamos divertirmo-nos muito e tentar ter mais uma conversa contigo sobre a escola.

Entretanto, dois registos das tuas saídas “cómicas”:

1. Tentávamos que contasses como tinha sido o dia, e respondeste enfadada:
- A Escola é o meu trabalho! (como quem diz, não posso falar disso)

2. À noite, passei-te o telefone à Tia C., para que falasses com ela. Coloquei o telefone junto ao teu ouvido direito. A tua resposta:
- Neste ouvido não, mãe. Este não percebe nada. (andas a ouvir mal outra vez, e precisamente do lado direito)

03/09/2008

Parabéns, minha filha!

Ontem à noite o relógio denunciava que já passavam duas horas desde aquela em que deverias estar a dormir.

Ontem à noite choraste durante mais de meia hora, não porque não querias dormir, mas sim porque estavas angustiada. Só ao fim de um grande bocado é que desabafaste comigo: "eu não quero ir para a escola grande. Eu quero ir para a minha escola pequenina e brincar com os meus amigos. Eu não quero uma professora nova". Acolhi-te nos meus braços, confortei-te, expliquei-te tranquilamente o que mudava a partir de hoje, as coisas giras que vais aprender, os amigos novos que vais conhecer e por aí fora. Acalmaste e adormeceste.

Hoje de manhã não estavas bem. Calada e introspectiva, mas colaboraste na rotina das manhãs, que antecedem a saída de casa. Vestiste o bibe e foste para a porta. Nada orgulhosa. Calada e instrospectiva.

Entraste na escola, calada e instrospectiva, colada a mim e a pedir colo. Sentei-me contigo sem olhar para o relógio, a brincarmos e a explorarmos o novo espaço. Sabia que chegaria o momento em que me poderia vir embora e não queria fazê-lo com pressas para não chorares. Não valia a pena. E sim, esse momento chegou, ainda que com uma pequena mentira pelo meio:
- Mãe, tu vais para o trabalho e depois vens cá ver-me? Vens do trabalho aqui ver-me?
- Sim, princesa.

Menti, mas sei que vais compreender a minha desculpa. Culpamos o chefe e está feito, lololo.

À hora de almoço falei com a tua educadora e as lágrimas caíam pelo meu rosto enquanto a ouvia:
- A Maria está muito bem. Não chorou vez nenhuma, cumpriu com tudo o que lhe foi pedido. É muito querida! Almoçou muito bem e repetiu duas ou três vezes. Disse que a comida era muito boa. Está a dormir. Não se preocupe, está tudo bem. Mas se puderem venham buscá-la mais cedo!

Rebento de orgulho nestes momentos.
Posso duvidar de mim enquanto mãe, mas em momentos destes sei que estou a educar-te bem, tal como o pai, e que tens formado uma personalidade extraordinária (nalguns aspectos): és forte, independente, acreditas em ti própria, és convicta e adaptas-te às mudanças muito facilmente. Não és lamechas. Parabéns, filha.

Estou muito orgulhosa de ti, mesmo que logo voe um banco da cozinha, ou me venhas dizer que quem mandas és tu e que a nossa casa é tua, eheheh.

02/09/2008

Amanhã...

... começa uma nova etapa, uma nova escola, uma nova linha pedagógica, uma nova educadora, novos amiguinhos...

E eu já estou mais calma.

O novo bibe e o novo chapéu já estão à espera de serem orgulhosamente vestidos amanhã de manhã.

E eu sei que tenho uns papéis que é suposto levar assinados e que tenho uma lista com as coisas a levar para lá ficarem:
- Lençóis;
- Manta;
- Muda de roupa... e não me lembro se é preciso mais alguma coisa!!!

Ui... acho que afinal estou a ficar com uma dor de barriga... e vão decorar o teu nome à primeira? E será que é muita galinhice ligar a meio do dia para saber como estás? E? E? E?...

Humpf, vou assinar como Mãe Galinha.

02/05/2008

Afinal...

A entrevista correu melhor do que pensávamos e foste aceite na tal escola!

Agora é tratar de todas as papeladas e aguardar por Setembro.

Vais ficar perto de casa. Perto de casa, com uma mãe menos stressada e com uma avó emprestada a poder ir buscar-te quando eu estiver atrasada. :)

Não era a minha primeira escolha, mas... é o possível por agora.

Não há, por enquanto, dinheiro para muito mais. Mas pelo menos poderás ficar lá até concluíres o 4º Ano,

Sim, porque eu não me estou a ver a deixar-te frequentar o ensino público no 1º ano. Até porque é só para quem pode, não para quem trabalha o dia inteiro!!!

PS: Em relação à educação profundamente católica que dão no colégio novo, não te faz mal nenhum saberes como e em quê ter fé. Mais tarde farás a tua escolha e retirarás da religião católica os ensinamentos que entenderes! :)

28/03/2008

Em jeito telegráfico...

Semana passada, quase na totalidade, com os bisavós. E eles chegam ao final do dia e não acusam cansaço, mas sim niveís de baba e orgulho na bisneta que só visto: "E amanhã, também é preciso ficar com a menina?"

Ao final do dia tens estado a roçar o insuportável, mas com momentos em que compensas o mau comportamento e os desafios com um carinho e gracinhas sem fim.

Estás uma menina, com diálogos e raciocínios cada vez menos de bebé. Supreendes-me todos os dias.

Hoje vamos à entrevista no possível novo colégio. Eu, tu e o papá. Porta-te bem, por favor!...

27/02/2008

Conversa com a educadora

Digamos que ouvir dizer, pouco passava das oito manhã, que tu andas muito "birrenta" na escola não foi das melhores formas de começar o dia...

Mas eu tinha um argumento de peso: "ela em casa tem estado óptima, cooperante e obediente".

E agora, fiquem elas a gerir a velha teoria de que é uma fase, que provavelmente andas a testá-las, blábláblá.

Não lhes invejo a sorte, mas não estou minimamente preocupada.

E, tu, que deves ter percebido que estávamos a falar de ti, vieste ter comigo e disseste: "mamã, dá beijinho e xau... vai trabalhar!"

08/02/2008

A "nossa" escolinha

Gosto muito da creche onde estás. Inserida numa das melhores associações de educação do país tem, com pontos mais ou menos positivos, cumprido muito bem com o que eu esperava de uma creche: despertam as crianças, desde o berçário, para a necessidade de disciplina, de diálogo e de carinho no momento certo e são transmitidas excelentes bases de aprendizagem.

Faltam apenas alguns meses para teres que abandonar a tua escolinha, porque só tem a valência de creche e porque vais mudar para outro estabelecimento, para ficares mais perto de casa e minizarmos ao máximo os inconvenientes que surgiram com a minha (excelente, diga-se!) mudança profissional.

Começo a ficar ansiosa, será que vais ter saudades do ambiente familiar que ali tens? Das educadoras, das auxiliares e das senhoras da cozinha que te adoram? Custar-te-á mudar para um sítio novo, coleguinhas diferentes e muito maior?

Espero que não. Espero sinceramente que não.

E agora, resta não sofrer por antecipação e deixar para mais tarde este sentimento de “angústia maternal”.