13/02/2009

Para a próxima...

... vou fazer uma grande birra quando tiver que levar a minha filha a fazer análises.

Custou-me muito vê-la chorar, debater-se... as lágrimas rolaram-me cara abaixo.

Eu não queria, mas da próxima faço uma grande birra por ter ouvido:

- Para a próxima tens que vir com o papá. - gozou-me a analista

Mas gostei da resposta da princesa:

- Não, porque quero o abracinho da mamã.

E mais nada!

12/02/2009

Sobre a fantasia de Carnaval

E na sequência da tua pergunta:

Eu não vivo muito a questão das fatiotas de Carnaval.

Dou duas ou três sugestões e está feita a coisa.

Em casa temos um fato de Branca de Neve, que já foi usado há dois anos e que se calhar será usado novamente este ano.
O ano passado foi uma abelha. Em alternativa, teremos uma princesa cor-de-rosa, com uma coroa, este ano (e nos próximos sete, certamente).

A única coisa que a Maria me pediu foi se eu lhe pintava os olhos e os lábios. E assim o farei, porque é Carnaval.

Mas ficamos por aqui. Ela não é muito exigente neste tipo de coisas e eu também não fomento muita conversa à volta do tema. Não sou apreciadora do Carnaval, de gastar balúrdios em fantasias e nem tenho dotes de mãe prendada para dedicar-me à costura de lindos e criativos fatos...

Já quanto ao bolo de aniversário do Homem-Aranha, vamos ter que ter uma conversinha! Isso é que não, eheheh.

Devaneios...

Se a escola da princesa encerra de 23 a 25 de Fevereiro, certamente que fazem o desfile de carnaval na 6ª feira anterior.

Ora, se nesse dia ela tem consulta de anestesiologia às 10h45 da manhã, como é que vai mascarada para a escola?... Ou vai mascarada para a consulta? Se calhar é divertido! :)

Amanhã...

Análises (da filhota).

Arghhhhh...

E mais um dia que vou chegar atrasada ao trabalho, e na mesma semana. :(

E que vou fazer a maratona - Olaias-Egas Moniz-Alameda-Restelo. E é nestas alturas (mas só nestas) que me dava jeito ter carta (e carro).

E que ainda oiço: "Mas o pai da Maria não pode ir? As manhãs são o meu único período de descanso!"

Ok, ok... até já tenho um castigo premeditado para ti. O que vale é que ontem me ofereceste uns presentinhos. Mas não te voltes a enganar, presentes para a casa não são presentes para mim. Lol.

11/02/2009

Gatinho bebé

Já tive uma gata, quando era “solteira de filha”.
Era uma gata muito meiguinha, muito “cão” na sua lealdade e atitude para com a dona (eu) e o dono emprestado (o meu namorado da altura).

Mas era asneirenta.
Dona e senhora da casa, andava por todo o lado.
De dia dormia dentro do roupeiro e em cima da minha roupa.
Deitava-se na minha toalha enquanto eu tomava banho.
Não me deixava namorar. Deitava-se no meio dos dois a ronronar.
Só queria colo.
Dormia sempre comigo, desde o primeiro dia em que a foram levar lá a casa, tinha ela quatro meses e tinha sido recolhida da rua.
E no Inverno escorregava até ao fundo da cama, debaixo do edredão, e deitava-se em cima das minhas pernas (geralmente durmo de barriga para baixo).

Tenho tantas saudades dela. Gostava tanto de voltar a ter uma gatinha, mas depois penso que:
- não me apetece andar a limpar caixotes diariamente;
- não me apetece pagar contas de veterinário;
- o cheiro da comida dos gatos é super enjoativo;
- não quero ter roupa cheia de pelos;
- a Maria por enquanto não é alérgica ao pêlo, mas eu em criança era, pelo que ela pode vir a desenvolver a alergia;
- a Maria é “chata” com os animais, o que podia resultar em duas amigas inseparáveis ou numas quantas arranhadelas;
- não me apetece deixar de ter janelas abertas quando me apetece.

E quando encontrei, à hora de almoço, um e-mail com um apelo para adoptar esta gatinha linda deu-me uma vontade de responder, que nem imaginam, mas os contras continuam a pesar contra os prós.

Mas apetecia-me TANTO ter um gatinho! Ou isso ou um cão a pilhas, com botão de volume incorporado, eheheh.

E digo, muito baixinho, e com alguma vergonha, que, baptizada pelo meu pai, com inspiração no filme dos Aristogatos, a minha gata chamava-se Maria.

"Crianças no Frigorífico"

É o título da coluna de Joaquim Letria no 24 Horas de hoje.

Sempre admirei este jornalista, acompanhando o seu percurso com respeito e consideração. Mas hoje, ao ler esta coluna, bufei, disse asneiras e senti o coração acelerar e o rosto ruborizar de raiva por ler tais palavras...

Perdoe-me, caro Sr. Joaquim Letria, mas não deve perceber nada da difícil conciliação de uma vida familiar com uma vida profissional. Se conhecer empregos, ou trabalhos, em que as mães saiam às quatro da tarde, para irem buscar os filhos à escola até às cinco da tarde, diga-me. Estou altamente interessada.

Acho que esta coluna ultrapassou aquela opinião do Miguel Sousa Tavares sobre as criancinhas nos restaurantes.
Estou estupefacta...

in 24 Horas (para ver em formato legível, clicar em cima da imagem)

10/02/2009

26 de Fevereiro

As análises estão marcadas ainda para esta semana.

A consulta de anestesiologia na próxima semana.

A operação está marcada para dia 26 de Fevereiro.

E eu hoje estou super nervosa. Irra...

E vamos ter que lá passar uma noite.

Ainda mais nervosa fiquei.

"´Pás"

- Mãe, eu tiro a massa do micro-ondas.
- Maria, não inventes. Podes queimar-te. Está quieta.
- Eu vou buscar as tuas pás, mamã.

(Pás=pegas)

09/02/2009

Nó na garganta...

Ainda sobre a escola e as diferenças com a metodologia João de Deus (que a Maria seguiu dos seis meses aos três anos):

A semana passada trouxemos para casa a pasta de trabalhos realizados no primeiro período.

Foi com um nó na garganta que reparei que na João de Deus faziam coisas muito mais giras e que, inclusivamente, as técnicas e noções que ela aplicou no primeiro período na nova escola, já tinham sido trabalhadas o ano passado.

Continuo a puxar muito por ela em casa e já tenho uma nova "renda": livros de actividades.

Preciso de descobrir coisas na net, ou vou à falência.

Não acho que a minha filha seja mais inteligente ou espera que as outras crianças da idade dela. Noto sim que tem muita sede de aprender, de fazer bem e de estar entretida com "trabalhos de casa".

Este fim-de-semana lá apareceu um dos meus "netos" a dormir no chão da sala, mas, ultimamente, ela só brinca com lápis, folhas, tesoura, cola, ... Em suma, só faz trabalhos de casa! :)

6ª feira à noite

Quando subo para cima de um palco e me escondo atrás das luzes dos projectores isolo-me, no meio da multidão, fecho os olhos e canto. Canto com toda a paixão que sinto por dentro, canto com toda a garra, canto pensando como cada uma das notas me dá um gozo fantástico de entoar, canto em busca das palmas a meio da música, quando surpreendo o público em determinado momento. Adoro cantar. É uma das coisas que gosto mais de fazer na vida.

Nunca escolho uma música por acaso.

As músicas reflectem sempre o que sinto naquele momento.

Cantar por cantar, já não é para mim.

Na 6ª feira precisei de ir cantar. Mas precisei mesmo. Muito, muito.

As três músicas que consegui cantar, porque por mim não tinha saído de cima do palco, mas haviam mais pretendentes:
- Chegar a Ti (Rita Guerra);
- Simply The Best (Tina Turner);
- Don´t Speak (No Doubt).

A acompanhar: batida de coco com groselha. Por norma não bebo quando tenho que cantar, mas aquilo era tão docinho que não me apeteceu parar.
A acompanhar também: uma amiga querida. Muito querida. Que me tem enchido de mimos. Obrigada, minha linda!

Agora quero experimentar uma sessão de karaoke Live. Deve ser giro e deve permitir ainda mais adrenalina.

Miúda, dessa vez queres ir?



PS: Quando cheguei a casa é que o babysitter (meu pai) me disse que a minha princesa acordou e chamou pelo papá e por mim. De manhã não te lembravas de nada, por isso não deves ter ficado traumatizada. Vou fazer isto mais vezes. Muito mais vezes. MESMO!

06/02/2009

Sobre a crise... III

Trabalho directamente com muitos jornalistas, há alguns anos, e nunca, como agora, recebi tantos e-mails a anunciar mudanças, saídas, novos projectos como freelancers a escreverem sobre tudo e mais alguma coisa.

E ainda fico a fazer uma reflexão: isto vai reflectir-se na nossa actividade, porque vivemos de redes de contactos.

Hiperactividade

Quando ando mais "descompensada" fico hiperactiva, principalmente à noite.

Nos últimos meses contava os minutos para finalmente me sentar no sofá a assistir às minhas séries de eleição enquanto tricotava ou bordava.

Nos últimos dias até isso mudou.

Dois exemplos:

- anteontem cheguei a casa, arrumei tudo, fui tomar banho, lavar o cabelo (champô, máscara e condicionador), fiz a depilação, arranjei os pés, tratei da pele (exfoliante no rosto, hidratante no rosto e no corpor, ultra-hidratante nos pés com direito a calçar a bela da meia para um resultado mais eficaz), renovei o verniz das unhas, estiquei todos os fiozinhos capilares com o secador,... e depois então fui aquecer uma sopa e comer uma sandes.

- ontem cheguei a casa, brinquei com a Maria enquanto arrumava o principal, fiz o jantar e adormeci-a. Quando ela estava já a dormir, liguei a TV na Fox Life, pronta para ver a Anatomia de Grey e a Clínica Privada. Levantei-me enfadada e fui juntar recibos de IRS, organizar o arquivo de contas, bancos, recibos e contratos de trabalho, por aí fora. Quando acabei esta tarefa entediante as séries também já tinham acabado. Uma passagem pela roupa. Gravar tudo o que está no computador para um disco externo, (re)descobrir um dvd com fotografias minhas no Natal de 2004 (gravidíssima) e cama...

Acordo cansada. Resmungona. Chorona. Principalmente se algo correr um mm fora do habitual.

Eu ando uma seca!!!
E ainda por cima a compensar o lado emocional com comida.
A balança ainda não protestou, é o que me vale. Durante o dia quase que não como e mantenho uma alimentação hipocalórica, mas equilibrada.

E pior, nestas fases isolo-me e assumo umas postura pouco minha: fico muito mais caladinha e quase nunca me apetece falar.

A minha filha fica de fora destas pancadas todas. Não fica prejudicada, porque ser mãe é a minha maior responsabilidade.

Amo-te, filha. Tenho saudades tuas. És a minha maior alegria.

Conversas nocturnas

- Mãe, dá-me espaço.
Chego-me para o lado de fora da cama.
- Agora dá-me o teu abraço quentinho que eu tenho muitas saudades tuas.
- Amo-te muito, filha.
- Eu também, mamã linda e fofinha.

(conversa tida de madrugada, nem sei a que horas)

05/02/2009

Sobre a crise... II

Ainda sobre o tema do post abaixo:
Há um mês e pouco que, por motivos que agora não interessam nada para aqui, uma pessoa muito próxima "faz vida" em minha casa. Só não dorme lá.

Come de e lá.
Toma banho lá.
A sua roupa é lavada e engomada lá.

E eu já tinha pensado que até nem dá muita despesa.

Bem, mais ou menos... passámos a gastar o dobro em gás, esquece-se (algumas vezes) do aquecedor da casa de banho ligado e faço, pelo menos, quatro máquinas de roupa por semana que, graças à merdinha de tempo que tem estado, acaba toda na secadora.

Mas ajuda-me. Não voltei a pagar nenhuma bilha de gás. Uma ou outra vez paga as compras do supermercado ou metade quando grunho "eu é que pago as minhas contas" e continua a fornecer-me internet sem fios, com pouca velocidade, mas gratuita, eheheh.

Deixa umas quantas coisas fora do sítio, diz que eu perco-lhe as meias todas (grumpf, só se é a máquina que as come!!!), insinua que todas as semanas eu mudo as coisas de sítio e nunca sabe de nada e esquiva-se a lavar a loiça que usa se eu tiver nem que seja um copo no lava-loiças. Ah, e chega tarde!!! Muito tarde!!! E eu zango-me e refilo. pois claro, que ele já devia saber que aquela hora eu tenho um bocadinho de mau feitio, principalmente se a Maria ainda não estiver a dormir.

Ah, mas leva-me o lixo para baixo!
Ah, mas vai buscar o gás sem refilar muito ("para poupar um kg de gás deixaste de usar pluma, e isto é um absurdo de peso").
Ah, mas faz recados de última hora!
Ah, mas eu gosto (mais ou menos) de tratar dele.
Ah, e ofereceu a TV que veio substituir a que avariou!

Ah, e nos dias em que eu e a neta comemos peixe ele come restos ou sandes, porque eu recuso-me a cozinhar duas refeições e ele também tem mãozinhas para o fazer.

Hum... já vi que o balanço é positivo, por causa da crise e por eu ser "galinha". Mas... será que ele acha o mesmo???

É bem feita, que é para ver se não se esquece de como é que é viver com uma mulher (e meia dose de outra, que se já estiver com sono pura e simplesmente o ignora) e não se lembra de se casar outra vez!

Sobre a crise...

Na minha profissão tenho que estar muito bem informada, pelo que além das revistas possíveis e imaginárias (sabiam que há uma revista que se chama Aves e Ovos???) também leio os jornais do dia.

Desfolhar os jornais nas últimas semanas é uma angústia: despedimentos aqui, suspender produções ali, fraudes acolá... e só se fala em crise, crise e mais crise.
Continuo a manter a minha opinião em como há um histerismo muito grande à volta da dita "crise" em Portugal em que, como sempre, se age por antecipação, pelo que "não vamos admitir ninguém, por causa da crise", "não vamos dar aumentos, por causa da crise", "não vamos renovar contratos a termo certo, por causa da crise", "quer gozar as horas de amamentação? Mas sabe, com esta crise precisamos do esforço de todos", blablabla.

Tenho ouvido vários testemunhos de amigos e familiares nesse sentido.

Mas este fim-de-semana, ao ouvir a minha mãe, acerca da crise, pois claro (tínhamos vindo três mulheres do supermercado) e escutei-a com muita atenção, quando disse qualquer coisa parecida com o facto do universo ter desígnios que nem sempre compreendemos à primeira, mas que esta crise talvez surja para nos fazer voltarmo-nos novamente para a família, retrocedendo aos tempos em que viviam três gerações na mesma casa (avós, pais e filhos) para se conseguir viver de forma minimamente confortável e não faltar comida na mesa.

Fiquei a pensar nisto.

Bem, a pensar, só... porque eu e a minha mãe a vivermos na mesma casa seria uma ameaça ao sossego das outras pessoas! :)

Mas partilhar carro, casa, electricidade, aquecimentos, água, TV Cabo, Internet, telefones e por aí fora... já pensaram quanto é que poupávamos todos só aí?

Além de ganharmos em espírito de união, partilha de experiências entre gerações, os mimos dos avós aos filhos, organização e distribuição de tarefas, e por aí fora.

Será que em vez de vivermos todos virados para o nosso umbigo devíamos voltar a aprender a viver em família?

04/02/2009

Hoje...

... é o reencontro entre pai e filha, duas semanas e meia depois.

Dava tudo para ver o ansiado reencontro!

E hoje não me apetecia nada ficar sozinha..

03/02/2009

Era só mesmo o que faltava...

... numa merda de semana em que eu ando a tentar manter a minha sanidade mental, por vários motivos, era só mais aquela notícia que eu precisava de receber...

Vou ali tentar acertar o meu relógio.

Até lá... não quero fazer deste blog o muro das lamentações, por isso fica em stand-by.

02/02/2009

Avó Velhinha

Hoje, se ainda fosses viva, farias 98 anos.

E eu continuo a recordar o dia do teu aniversário, mas, mais importante que tudo, a recordar-te e a perder-me de saudades do teu olhar doce, da pele da tua cara macia como a dos bebés, dos
dedos das tua mãos deformados pelas artroses, do teu cabelo imaculadamente branco, de quão baixinha eras...

Oh, avó velhinha, tenho tantas, mas tantas saudades tuas.

Recordo-me que no dia em que faleceste o meu pai me disse: "dói muito, mas com o tempo começa a doer menos".

Sim, é verdade. Doeu muito durante meses a fio em que não adormecia sem chorar de saudades. Agora, 12 anos após a tua partida, já passam dias sem que doa. Mas hoje dói. Dói muito.

E também me doeu ontem ter visto a avó, sentada num sofá onde antigamente ficava o teu, a ficar cada vez mais parecida contigo. Parecida e velhota, também. E doeu. Doeu pensar que um dia me vai doer muito também perdê-la a ela.

Dou graças a Deus por ter 33 anos e ter os meus avós todos a partilharem a minha vida, mas agora, que todos andam pelos 80 começo a ter muito medo. Sei que de um dia para o outro tudo pode mudar.

E às vezes esta vida acelerada dá-nos tão pouco tempo para gozar a companhia deles.

Mas, avó Velhinha, tenho mesmo muitas saudades tuas. Muitas, muitas, ...

Um beijo daqui até à estrelinha que representas no céu estrelado da nossa vida.

30/01/2009

Se há coisa que me deixa...

... muito, mas muito, irritada: é não receber o ordenado no dia certo.

Como tal, não me digam nada que eu estou com um (grande) bocado de mau feitio!

???

Dei agora pela falta das barras do peso e da idade da Maria.

Onde é que foram???

"Mental note"

Comprar barras de substituição para os dias em que chove a potes à hora de almoço ou voltar a trazer almoço para o trabalho.

Anteontem:
Crepes de fiambre com alho francês e arroz
Sobremesa: croissant maravilhoso de uma pastelaria famosa aqui no Restelo

Ontem:
Pizza do Pingo Doce (daquela comprada à fatia)

Hoje:
Mc Donald's (sobraram muitas batatas)
Sobremesa: sundae de caramelo

Pois, pois... não pode ser!

Dói-me a consciência e acho que já ganhei meia dúzia de centenas de gramas nas últimas duas semanas.

Mas tenho fome... e só me apetece o que faz mal!

E ando enervada e ansiosa com alguns problemitas.

Menos mal, em casa até me tenho portado bem! :)

Ao acordar...

- Bom dia, mamã! São horas de acordar?
- Sim. Vá, vamos despachar-nos.
- Mas hoje há escola?
- Há sim.
- Mas tu ontem disseste que era fim-de-semana!
- Não, a mamã disse que ias para a escola e que ao final do dia, quando te fosse buscar, começava o fim-de-semana.
- Ah... mas eu não quero ir para a escola, quero ficar contigo.
- Eu também gostava muito de ficar contigo, mas vais ver que o dia passa a correr e logo já ficamos juntas outra vez.

(bem que estranhei que saltasses da cama a um dia de semana... afinal, havia uma explicação!)

29/01/2009

Festival RTP da Canção

Gostava de saber porque é que a Luciana Abreu aparece em tudo o que é revista como concorrente do Festival RTP da Canção e os outros participantes aparecem em caixas.

Há alguma lógica nisto?

E se no regulamento consta que as músicas devem ser cantadas em língua portuguesa, porque raio é que a música dela tem um título na língua inglesa, e ainda para mais sendo "Yes, we can", numa clara referência a Obama!...

Luciana, "Yes, you can" deixares-me irritada.

E se ganhas o festival com aquela musiquinha irritante, mal cantada e com uma péssima dicção dá-me uma coisinha má.

E isto não tem nada a ver com uma grande amiga também estar a participar. Podia ter a ver com isso, mas por acaso não.

Já para não falar na péssima gestão que a RTP está a fazer da votação online e das suas polémicas.

Não há entidades a regular estas votações e as suas regras???

Não há pachorra...

... para a posição que a maior parte dos empregadores deste país toma em relação às mães trabalhadoras.

Tive conhecimento de uma situação (aliás, tenho assistido a muitas ao longo dos meus anos de vida profissional) que me deixou revoltada, enjoada e nauseada.

Irra...

46 Meses

Dois meses antes de fazeres 4 anos:

- No Cartão do Cidadão colocaram-te como altura 104 cm;
- Pesas nem 15 kg, distribuídos por uma cinturinha de vespa (as calças caem-te e o ideal é serem um número abaixo ou terem elásticos com botões para apertar), perninha boa e bem torneada e bracinhos e ombros perfeitinhos;
- Fazes mil e um desenhos e recortes que dobras e ofereces como presente a quem mais gostas;
- Adoras pintar as unhas;
- Colocas creme na cara, a toda a hora;
- A chucha continua a ser o melhor calmante;
- Gostas de ver a Pipi das Meias Altas, uma espécie de ídolo;
- Pedes pastilhas no café do bairro, ou noutro lado qualquer;
- Metes conversa com toda a gente;
- Andas com a mania de falar de velhinhos e da morte (???);
- Raramente tens pesadelos;
- Falas alto, enquanto sonhas;
- Queres que eu te passe "trabalhos de casa" ao final do dia;
- Não queres ir para o banho, mas também não queres sair de lá depois de o tomares;
- Fazes a tua cama todos os dias;
- Vestes-te sozinha;
- Lavas os dentes e a cara sozinha;
- Ajudas-me a arrumar a tua roupa;
- Pomos a mesa a duas mãos;
- És muito meiga comigo e com o pai, essencialmente. Abraços, elogios, beijinhos...
- És muito torta com duas das tuas avós;
- És independente;
- Refilas se arrumo a tua secretária;
- Tratas um dos bebés por mano;
- Brincas quase sempre com os mesmos brinquedos e ainda não exploraste os que te foram oferecidos no Natal;
- Ainda usas fralda durante a noite (quando tento que durmas sem ela ainda há 50% de descuidos);
- Falas bem e muito, mas és um bocado trapalhona;
- Reconheces as letras do teu nome em tudo o que é letreiro ou publicidade;
- Perguntas muitas vezes o que é que está escrito nas tabuletas, autocarros, ementas dos restaurantes, e por aí fora.
- Quando tens sono e colocas a chucha vais buscar outra para a esfregares no nariz.

E claro que há muito para dizer, mas isto é aquilo de que me lembro à primeira. Se me lembrar de mais coisas ainda acrescento.

28/01/2009

500ª Mensagem


Reparei agora que esta será a 500ª mensagem no Um enorme Sorriso, chamado Maria.

A 500ª mensagem de um blog que existe desde Outubro de 2004, quando ainda estava grávida, e que sempre se propôs a assemelhar-se a um diário e a um espaço de partilha de opiniões.

Conheci assim o mundo dos babyblogs. Muito mudou desde então, mas há blog's que continuo a seguir desde essa altura. Mesmo sem comentar passo por lá, nalguns casos diariamente.

Algumas limitações de ordem pessoal e profissional levaram-me a interromper este diário por duas vezes.

Voltei e desde então tenho escrito regularmente, essencialmente de e para ti, Maria.

E agora já posso finalmente encadernar o primeiro volume, com o título:
500 sorrisos - desde a barriga até aos três anos

Conversa telefónica no msn

- És lindo, papá. E muito saboroso!

YES!

Boa, as minhas análises estão óptimas.

Não fiz estragos com a dieta. :)

Agenda

19 de Fevereiro: operação aos ouvidos e adenóides. A ver vamos se também será à garganta.

Ontem já levaste a injecção de penicilina. Andaste pela mãe de auxiliares, enfermeiros, médicos estagiários... mas, mesmo assim, choraste imenso na hora de levares a injecção.

Já passou!

Sobre A Recolha de Opiniões

Por enquanto não posso ser muito mais esclarecedora, mas quando o puder fazer fá-lo-ei, sem dúvida, até para servir como alerta.

Mas obrigada pelas vossas opiniões!

Foram importantes.

26/01/2009

Recolha de opiniões

Mamãs leitoras,

Palmadas aplicadas na escola.

O que pensam disso?

Como reagiriam se acontecesse na escola dos vossos filhos?

Não estamos a falar de violência gratuita, mas sim "sacudidelas".

23/01/2009

Sem comentários...

Já não és minha mãe. Só tenho pai.

Declarações de amor

Ao adormecer:
- Mamã, quero dormir agarradinha ao teu bracinho. És tão linda, mamã!

Ao amanhecer:
- És tão linda, tão linda, mamã!

Uau, até começo a acreditar que sou mesmo linda, filha!

E tu também és muito linda e és a MINHA FILHA!

Obrigada, Universo, por esta benção! :)

E obrigada ao Pai da Maria por aqueles momentos coloridos. E mais não posso escrever sobre isso porque isto é um Babyblog, lololo.

22/01/2009

Ando a inventar...

... e depois dá nisto!

Os posts estão uns em cima dos outros!

Como é que eu aumento o espaço???

Mas, já agora, gostam do novo look?

Cozido à Portuguesa

Que fique registado que, depois de mais de seis meses, almocei Cozido à Portuguesa.

E que bem que me soube!

O almoço e a companhia. :)

Manhã azarada

Já sabemos que eu não sou uma pessoa com um doce e meigo acordar. Pelo contrário, tenho mau feitio. Admito...

Hoje até acordaste bem disposta e começaste a gargalhar das minhas macacadas (sim, sou mal disposta, mas não sou execrável).

Chegamos à sala, onde ficas a ver desenhos animados e a tomar o pequeno-almoço enquanto me arranjo e oiço um barulhinho vindo do aparelho de TV. Tentei ligá-la no botão e fez POP, acompanhado de um pequeno clarão. E não funcionou mais... Não é possível, a nossa única televisão e avariou???

Liguei o computador e deixei-te a ver um dvd.

Quando vou para te vestir começas a embirrar:
- Não quero bibe!
- Tem que ser.
- Mas esquece-te dele e eu não o levo!
- Não quero tirar esta camisola. Não me quero vestir. Não quero meias. Blablabla. - enquanto se debatia.
Ao fim de três avisos, palmada na perna.
- Já percebeste que não tens querer nem meio querer?
(e, claro, arrependi-me no segundo a seguir...)

Lá saímos de casa.
Chuva. Muita chuva. E as horas a passarem.

Ficas na escola. Vá lá que não fizeste fita, entraste e despediste-te de mim com tranquilidade.

Correria para atravessar a cidade (Olaias, em direcção ao Restelo).

Chuva, trânsito, céu cinzento...

E eu hoje estou capaz de rosnar se alguém falar comigo e morder se me chatearem a cabeça.

Visita-de-Estudo

Está a decorrer o teu primeiro passeio fora da escola.

Não descanso enquanto não souber que vocês estão de regresso à escola.

21/01/2009

Estreia

Acabei de confirmar a tua presença na primeira festa de aniversário de um coleguinha da escola.

Ainda que numa cadeia de fast food...
Ainda que sem a minha presença...
Ainda que no dia de aniversário da tua avó emprestada...

E o que é que se dá a um rapaz que vai fazer 4 anos? Um livro?
(tenho a mania de oferecer livros, o que é que se há-de fazer?)

.

SMS

Sms recebido ontem, às 20h50, tendo como emissor a minha mãe e informando-me de que passavas lá a noite:

Ela fica porque não quer ir à escola!... Só por isso! Sacaninha!

20/01/2009

Mais uma consulta...

Esta manhã lá fomos, bem cedinho, para a consulta de otorrino.

Zaragatoas feitas, análises ao sangue da mãe também feitas e lá fomos nós para a injecção de penicilina.

Tentaram duas vezes. E por duas vezes as agulhas entupiram.

Para a semana tentam outra vez.

Sem comentários.

E o coração de mãe a ter que aguentar isto... lágrimas de dor e de medo da filha. Há lá possibilidade de se aguentar???

- Então, e a operação?
- No fim do mês falamos disso.

Ok.

A seguir fizeste uma daquelas tuas birras, porque não querias ir para a escola.

E na escola fizeste outra grande birra para lá ficares.

Parece que levei um ensaio de porrada.

Há dias difíceis.

Bem, mas agora estou a descansar um bocadinho aqui no trabalho, eheheh.

Lanchinhos nocturnos

Socorro, durante o dia não tenho fome e como pouco, mas depois de jantar ando sempre a pensar o que é que posso petiscar.

E faço disparates...

E ainda tenho a lata de comer das gomas da minha filha...

E abrir o pacote de batatas fritas e tirar de lá meia dúzia para satisfazer o desejo de sal.

Só espero não começar a engordar à conta destes pecadinhos.

Logo agora, que estou a ficar tão bem. E as calças 42 já têm uma grande, mas grande, folga na cintura. Mais calças para apertar, é o que é! :)


Epá... todas a darem-me na cabeça??? Posso dizer que a balança ainda não registou subidas, pelo contrário... perdi mais 0,5 kg.
O segredo deve estar nas barritas de substituição de refeição (quase) todos os dias ao almoço, durante a semana. Eheheheh!

19/01/2009

Volta depressa!

O papá foi em trabalho para um país muito longínquo.

Volta depressa, já temos saudades tuas!

E eu, confesso, sinto-me um bocadinho perdida quando não estás.

Sinto maior responsabilidade para com a nossa princesa.

E é tão mais fácil quando é partilhada contigo..

16/01/2009

Porque também é um espaço de partilha...

Peço-vos uma opinião:
Sempre que a Maria tem que levar uma injecção eu tento prepará-la, nem que seja nos cinco minutos a partir do momento em que eu própria sou informada até que esteja tudo a postos.

Mas agora eu sei que na 3ª feira ela vai levar uma 2ª dose de penicilina. Preparo-a com antecedência ou só na altura?...

É que ela, claro, não gosta nada da injecção, chora e debate-se e como é uma intra-muscular nem sequer convém que esteja muito tensa na hora "h".

O que é que fazem/fariam com os vossos?

15/01/2009

Ultimamente...

... tenho alguns dias em que estou saturada do que faço e de algumas das tarefas a isso inerentes.

Acho que ando a precisar de mais stress.

Ou então de férias... e podiam ser já aqui, num regime de tudo incluído, tendo por companhia a minha filhota:


Opá...

Ontem pesei-te, pela primeira vez, na nova balança lá de casa, antes do banho.

Oh, filha, então tu estás com 14,600 kg?

Isso é pouco...

Se bem me lembro, da última vez que te pesei, ainda que vestida, andavas pelos 15,500 kg ou muito perto disso.

14/01/2009

Fim de tarde diferente...

Ontem, ao chegarmos a casa deparáno-nos com um corte de energia na zona.

Acendi todas as velas que descobri em casa, abençoei o facto de adorar castiçais e suportes para velas e iluminei a cozinha o mais possível.

A Maria ficou a fazer desenhos ao pé de mim, também à luz de velas e eu comecei a preparar o jantar.

Na véspera tinha feito arroz de tomate, foi só aquecer.

Tinha sopa no frigorífico, foi só aquecer.

Tinha destinado grelhar espetadas de peixe. Que drama!!! Não conseguia perceber, porque não via bem, se o peixe estava grelhado ou não. Eheheh, uma aventura que tão cedo não esqueço!

Entretanto, quando já estávamos a comer a sopa a luz voltou!

"Mãe, quando é que a luz se vai embora outra vez?"
Espero que não tão cedo!!!
Foi giro, mas um bocadinho stressante!

13/01/2009

Gulodice

Ontem, à hora de jantar, fiz arroz doce:

Ingredientes:
- 1/2 caneca de arroz carolino
- Duas cascas de limão
- 1 Pau de canela (grande)
- 1 pitada de sal
- 2 gemas
- 1 lata de leite condensado

Num tacho deixar ferver a água, com a casca de limão, o pau de canela e a pitada de sal.

Deixar o arroz cozer em lume brando e absorver a água quase na sua totalidade.

Enquanto o arroz coze, bater duas gemas com três colheres de sopa de leite condensado.

Quando o arroz estiver no ponto, juntar o resto do conteúdo da lata de leite condensado e mexer até voltar a ferver. Juntar, em fio, as gemas batidas com a outra parte de leite condensado. Mexer sempre. Deixar levantar fervura e apagar o lume.

Distribuir o Arroz Doce acabado de fazer por pratos de sobremesa (uma concha por prato). Polvilhar com canela. Deixar arrefecer e consumir!



(foto retirada da net, mas o meu ficou muito parecido, assim amarelinho)

Os meus comentários: fica docinho, cremoso e o arroz rijinho, mas cozido. É certo de que o leite condensado é muito calórico, mas como não junto leite nem açúcar uma coisa acaba por compensar a outra e mantém-se uma sobremesa altamente nutritiva.

Claro que, pelo sim, pelo não, o meu jantar hoje será espetadas de peixe grelhadas com bróculos cozidos...

Ainda não acabou...

Houve desenvolvimentos.

A tua otorrino ligou-me ontem para saberes como é que estavas e o que é tinham dito na urgência, no Domingo.

Ora, então, ficámos a saber que uma dose de penicilina não será suficiente, pelo que levarás uma segunda de hoje a oito dias.

Nesse dia também vamos repetir a zaragatoa à garganta. E eu também vou fazer essa análise e outras de sangue, a ver se sou eu o teu foco de contaminação.

Arghhhhh, e a operação aos adenóides e ouvidos também passou a ser às amígdalas.

Só boas notícias, portanto.

O que interessa é que fiques bem e boa!
Ontem foi o aniversário do teu pai.
Fizemos um postal de aniversário a duas mãos, que ficou muito bonito.

Ensinei-te a escrever Pai e copiaste à primeira, com segurança e precisão.

Ontem brincámos com o teu computador novo e jogámos às letras e aos números. Fico fascinada por perceber que tens a facilidade de aprendizagem que eu tenho (e certamente que o teu pai, que não é burro nenhum) e basta explicar-te uma vez as coisas.

Cada resposta certa era uma vitória celebrada entre as duas.

Ontem passámos um dia delicioso em casa, e, quem me dera, que muitos mais pudessem ser assim também. Os fins-de-semana não chegam. Não chegam porque também tens que passar tempo com o papá, porque há compromissos familiares, porque há as tarefas da casa e as compras de supermercado para fazer, …

O que vale é que muito regularmente conseguimos tempo de qualidade entre as duas e ficamos ambas adormecidas de carinho com essa troca de experiências.

Adormeceste no sofá, a ver “O Natal da Pipi”, enquanto eu fazia um bocadinho de malha.

- Mãe, podes por as notícias ou os “médicos” que eu vou dormir.

Fechaste os olhos e ficaste ali, encostadinha a mim, as duas tapadas pela mesma mantinha de lã.

Esta manhã os minutos corriam na porcaria do relógio e tu não querias acordar. Perdi a paciência, as lágrimas soltaram-se dos meus olhos e mandei um murro no tampo da cómoda: “Maria, eu ficava contigo, mas tenho MESMO que ir trabalhar!”

Choraste e abracei-te. Compreendeste e despachámo-nos.

Cheguei tarde, compensei à hora de almoço e estou desejosa de chegar ao final do dia para te abraçar e ver com os meus olhos se estás bem.

12/01/2009

Voltámos...

Aos medicamentos em cima do balcão da cozinha...
Às noites mal dormidas...
Às febres...
Às queixas de dores...

E hoje fomos, por indicação da Saúde 24 e da tua otorrino, à urgência da Estefânia.

Ter ido à hora de banhos e jantares, bem como de jogo de futebol, foi uma excelente ideia, porque estava quase vazia.

Triagem - médico - otorrino - médico - laboratório - médico - medicação para a febre - médico - enfermagem - médico e lá viemos para casa:

Amigdalite das não sei quantas causada pela mesma bactéria que provoca a escarlatina. Diga-se de passagem que em Junho do ano passado também a tiveste (e aí também tiveste escarlatina pela segunda vez). Resultado: injecção de penicilina, doze dias depois de teres levado outro antibiótico injectável.

Amanhã ficamos em casa. Sossegadas e no miminho. Prometo!

E cada vez gosto mais do atendimento da urgência da Estefânia. Então hoje parece que eram todos escolhidos a dedo (exceptuando o otorrino, que era carrancudo, eheheh). Simpáticos, atenciosos e daqueles que explicam tudo.

Ah, e na sala de espera a Maria escreveu a sua primeira palavra legível:
TÓ (abreviatura do nome do avô)

Expliquei-lhe uma vez e ela copiou de seguida. Perfeito!

Está uma querida e tem-se portado muito bem. Um mimo.

Mais uma estreia...

A balança tornou-se mais uma peça na decoração da casa-de-banho!

E eu estou muito feliz por tê-la comprado.

Durante anos a fio pesava-me na balança de casa da minha avó e nos últimos meses adoptei a de uma farmácia do Calvário. Vou deixar de o fazer!

Agora já o posso fazer em casa! É muito bom... Porque descobri que estou ainda mais magra do que pensava.

Portanto, barrinha actualizada.

10/01/2009

Para combater o frio...

... fazem-se limpezas a fundo em casa.

E a minha grande amiga Rainbow foi uma boa ajuda.

E tu também: ajudaste-me a tirar roupa da máquina, a arrumar roupa, a por a mesa, a fazer a mochila para ires dormir com o pai, a arrumares os teus brinquedos...

Adoras participar nas lides da casa. Encorajo e fomento! :)

09/01/2009

O 5º. Funcionário

ERA UMA VEZ...
4 funcionários chamados Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém.

Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria.

Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém se zangou porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria.

No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.

Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um 5º funcionário para evitar todos estes problemas.

(autor anónimo)

07/01/2009

As coisas mais simples...

... deliciam-te. E com regularidade.

Comprei-te uma nova pasta de dentes e coloquei no copinho, no lavatório.

Quando a viste vieste ter comigo, de olhos a brilhar e disseste-me:

- Dá cá um abracinho forte, por me teres comprado uma pasta tão gira, mamã!

A prever o frio...

Resolvi não voltar a adiar uma compra: a de um roupão bem quentinho.

Há muitos, muitos anos que não uso robe. Achava até um bocado foleiro...

Mas uma casa muito fria e, por vezes, necessidade de me levantar durante a noite, fizeram com que me convencesse a voltar a comprar um roupão cor-de-rosa e com umas florzinhas pirosas.

Pelo menos o cor-de-rosa tem um tom bem vivo e o tecido é de malha polar.

Menos mal, foleiro e piroso.

E, melhor que tudo o resto, comprei o S (small). Se bem que isso não perdoa que a minha balança já esteja a sofrer umas alterações "para cima". Pode ser que tenha sido da roupa... vamos ver... ou então foi dos alguns (poucos, mas potentes) disparates que fiz nas últimas três semanas.

Uma vida partilhada

Ontem passeámos de mão dada.
Ontem partilhámos as peripécias do dia de forma entusiástica.
Ontem arrumaste o quarto enquanto eu estava na cozinha. *
Ontem fizemos o jantar a quatro mãos. **

Ontem levantaste-te da mesa para mudares a TV da sala de canal. Jantamos sem TV, mas sabes que gosto de ir deitando o ouvido ao noticiário. ***
Ontem envolvemo-nos num abraço demorado enquanto víamos televisão.

Ontem fizeste-me muito feliz, como em todos os dias da nossa curta vida enquanto mãe e filha.

Como é que eu não hei-de estar super apaixonada por ti e orgulhosa da bênção que é ser tua mãe?

E como é que é possível não esquecer as coisas menos boas assim?

Como disse a Fernanda Serrano, “Viva la vida!”



* Versão menos romântica: deixaste roupa espalhada em cima da minha cama e puxaste (muito pouco) as orelhas à roupa das camas.
** Versão menos romântica: "Deixa eu por, mãe"; "Eu faço, mãe", "Maria deixa a margarina, ficas com as mãos engorduradas", "Maria, sai de cima do banco que cais", "Maria, sai de ao pé do fogão, filha!", blablabla...
*** Deve estar para cair algum santo do altar!!! Eu poder ver/ouvir TV antes das 21h30???

06/01/2009

A mamã portou-se mal

Ontem foste deitar as chuchas no lixo.
Fiquei a olhar para ti, pouco convencida, mas fiz o meu papel: enalteci-te, congratulei-te, mimei-te e por aí fora.

Na hora de ir para a cama começaste a pedir chucha. Durante duas horas consegui controlar-te, mas não conseguias adormecer. Já eram onze horas e o despertador toca às sete e meia da manhã. Acabei por ceder e dei-te um chucha. As outras todas continuam no caixote.

Hoje de manhã não te querias levantar. Comecei a perder a (pouca) paciência matinal. Lá te levantaste e tomaste o pequeno-almoço. Saímos a correr, atrasadíssimas (como quase sempre). Ainda tivemos que parar no r/c. O cão do avô estava farto de ladrar e uivar e o avô não o ouvia (está noutra casa do prédio, que não a dele). Fui buscar o cão e tocar à campainha da actual casa do avô. Toquei, toquei, toquei... implorei... chamei... e só passados cinco minutos é que ele nos ouviu. Refilei e saí porta fora para te deixar na escola.

À chegada à escola abraçaste-me com força e não querias ficar. Tentei falar a bem, ralhei, falei novamente a bem, voltei a ralhar... até que lá ficaste, meio triste, a perguntar se te ia buscar mais cedo. Resposta do costume: "Venho o mais cedo que puder. Prometo."

Claro que isto significa um minuto mais cedo, ou isso... mais de dez horas depois de lá te ter deixado.

Estou farta de trabalhar muito longe de casa.

Estou farta de te deixar dez horas e meia na escola.

Estou farta de ser muito pouco paciente de manhã.

E sinto-me cansada e angustiada por não ser, por vezes, quem mereces que eu seja.

Oh, filha, e o quanto significas para mim!

Vou esperar que o dia passe depressa, para te abraçar a poder explicar-te o que se passou e porque é que algumas manhãs são tão complicadas.

E não me apetece NADA estar aqui.

05/01/2009

Frio... muito frio!

É o que está previsto para esta semana.

Segunda-feira, 5 de Janeiro
13ºC de temperatura máxima
9ºC

Terça-feira, 6 de Janeiro
12ºC de temperatura máxima
8ºC

Quarta-feira, 7 de Janeiro
6ºC de temperatura máxima
1ºC

Quinta-feira, 8 de Janeiro
6ºC de temperatura máxima
-2ºC de temperatura mínima

Sexta-feira, 9 de Janeiro
7ºC de temperatura máxima
-2ºC de temperatura mínima

Sábado, 10 de Janeiro
6ºC de temperatura máxima
3ºC de temperatura mínima

Domingo, 11 de Janeiro
8ºC de temperatura máxima
1ºC de temperatura mínima

Outra vez???

Desde o fim-de-semana que me dói a garganta.
Chateia, mas ia passando o dia.

Esta manhã doía-me mais. Fui até ao espelho da casa-de-banho e abri a boquinha, de língua de fora... Arghhhhhhhhhh, tenho imensos pontos brancos na garganta.

Ok, acho que preciso de tomar um antibiótico.

Quando é que será que a filhota deixa de trazer bicharocos para casa?

Quero ir para casa, deitar-me na caminha e ficar muito quietinha.

02/01/2009

2009

Os meus principais objectivos para o ano de 2009:

- Eu e a minha filha continuarmos a ser felizes e saudáveis;
- Deixar de fumar;
- Que toda a família realize o que mais deseja;

- Continuar a comer mais peixe do que carne;
- Estabilizar o meu peso no actual ou com menos 5 kg;
- Vender a minha casa de "solteira";
- Conseguir começar a fazer uma poupança;
- Solucionar aquele problema grave, mas ultrapassável;
- Não gritar com a Maria mais do que uma vez por semana;
- Não ter que dar uma palmada de vez em quando;
- Perder (muito) menos tempo em deslocações casa-trabalho-casa;

- Cantar mais e gravar uma música;
- Apaixonar-me!

2008

Consegui algumas conquistas que marcaram o ano de forma muito positiva:

- Ser feliz, muito feliz, com a minha filha maravilhosa;
- Não ter mau feitio a nível profissional;
- Começar, nos últimos dias do ano, a resolver um assunto muito grave, mas ultrapassável;
- Perder mais de 16 kgs;
- Tornar a minha casa acolhedora e confortável;
- Estabilizar o meu sistema nervoso;
- Esquecer uma amizade que só me prejudicou e que me levou a conhecer o pior e o melhor que uma pessoa pode ser.

Estas foram as mais marcantes.

Uma passagem de ano bem diferente...

As duas, em casa.

Só o bolo-rei denunciava a data especial.

Sentámo-nos no sofá, encostadinhas uma à outra. Pouco depois das 22h adormeceste. ("Mãe, posso dormir um bocadinho no teu colo?")

E eu fiquei, a tricotar mais um cachecol e a ver CSI no AXN.

Antes da uma fui para a cama.

Não bebi champanhe, não comi passas e nem me lembrei de estrearmos uma peça nova, azul.

31/12/2008

No último dia do ano...

... estamos no meu trabalho, as duas!

E, por incrível que pareça, arranjei maneira de adiantar algumas coisas, enquanto uma colega lhe mostra vídeos animados do You Tube.

E, claro, o tampo do meu módulo de gavetas transformado em mini-secretária, com o computador dela, lápis de cor, livro de actividades, tubo de cola, ... e por aí fora!

Daqui a uma hora e meia já ficamos livres para passearmos e divertirmo-nos, celebrando o final de um ano maravilhoso ao lado uma da outra.

E logo receberemos 2009 as duas, no nosso palácio, com uma visita do papá pelo meio. E este ano é assim que me apetece estar: sossegada em casa, ao lado da melhor filha do Mundo.

Que 2009 seja um excelente ano! Ligeiramente melhor do que este, mas se for igual já não é mau! :)

30/12/2008

Não tínhamos saudades nenhumas...

... de ir à médica de otorrino, ainda que ela seja uma querida!...

Não tínhamos saudades nenhumas daquela injecção de antibiótico.

Não tínhamos saudades de ver outra vez a hipótese de seres operada em cima da mesa. Daqui a um mês, será tomada a decisão.

Ui... começam os nervos...

E eu, enquanto mãe, não tinha saudades de me enganar e saber, desde há uma semana, em que vivemos aquela saga, que tu precisavas de um antibiótico.

Enfim, ficaste no mimo da avó, amanhã e 6ª feira a escola está fechada e dá tempo de recuperares a 100%.

29/12/2008

Um Natal diferente

Este ano passaste a véspera com o papá.

A mãe e o avô foram passar a noite de consoada a casa dos avós.

Desde criança que não passava lá a véspera.

Adorei! Mesmo com as quebras que fui tendo nessa noite, adorei. Adorei estar com os meus avós e com a minha tia melga *.

Só tenho pena de não ter conseguido enganar o meu avô com a meia noite, para adiantar a abertura dos presentes, mas, afinal, até nem custou muito a esperar pela hora em que o Menino Jesus nasceu. E que se cumpra a tradição, que até isso já se anda a perder!

No dia seguinte, o tradicional almoço em casa da minha avó, com a minha mãe e restante família, já com a princesa junto a mim.

Uma lição a reter de uma vez por todas: a Maria recebe presentes a mais. A Maria fica excitadíssima. A Maria acaba sempre o dia a fazer uma birra daquelas bem fortes!

Mas foi um Natal diferente, com algumas mudanças, mas muito positivo.

A família esteve junta, e isso é o verdadeiro espírito da quadra.

Já agora, apetecia-me uma fatia de bolo-rei do Luanda! :)





* Chiça, que a mulher estava stressada quando cheguei, eheheh.

Do surto de gripe e das urgências...

Dia 23 à tarde, pensei "a febre está cá sempre, a garganta está inflamada, é melhor ir ver o que é que a miúda tem".

Primeiro passo:
- Boa tarde, a Dra. M. hoje dá consultas?
- Não, mãe. Está de férias a semana toda.
- Ok, obrigada. Boas Festas!

Segundo passo:
Vamos à urgência da Estefânia.
Ups... sala de espera cheia...
Ups... sala de espera mesmo cheia.
Fazemos a inscrição, procuramos um local para nos sentarmos. Passado um bocado, não muito, somos chamadas à triagem, onde somos informadas de que o tempo médio de atendimento médico anda acima das três horas.
- Olhe, sabe, deixe estar, temos possibilidade de ir a uma unidade particular. Boas Festas!

Terceiro passo:
Entramos num táxi.
- Boa tarde, é para a Fialho de Almeida, por favor, para o Centro Clínico dos SAMS.
- Ai, menina, não se consegue passar para lá. Está muito trânsito.
- Temos que tentar, a minha filha está doente.
- Pois, mas não pode ir de metro?
(aqui começou o espírito natalício começou a escassear)
- Não, não posso. Para já porque o metro não vai até lá e depois porque a menina está com febre. É para a Fialho de Almeida, por favor.
- Está muito trânsito... qual é o caminho que propõe?
(ai, a minha vida...)
Começo a engolir em seco. Afinal está mesmo muito trânsito e não conseguimos andar para lado nenhum.
- Olhe, afinal é para as Olaias, por favor.
- Pois, boa escolha. É que está muito trânsito, não se consegue passar para lado nenhum. E a mim não me dá jeito nenhum andar aqui no trânsito.
- Nem a si, nem a mim, que tenho uma criança com febre.
Continuamos no trânsito até casa.

Ainda tento mais uma coisa enquanto vou no táxi.

Quarto passo:
- Avózinha, ligas-me aí para a policlínica a saber se ainda está aí algum médico, por favor?
Passados uns segundos, o meu telemóvel toca:
- Olha, filha, já não têm ninguém, só o oftalmologista.
- Pronto, avó, obrigada...

Quinto passo:
18h10
- Boa tarde, eu tenho o cartão de saúde da AMI e queria pedir assitência de urgência ao domicílio para a minha filha, por favor.
- Sabe que os médicos só saem a partir das oito?
- Sei sim, mas ela assim é das primeiras! :)
- Lamento informá-la, mas desde as 18h já ligaram 52 pessoas.
(chiça... isto não está a correr nada bem!)
- Mas a miúda está cheia de febre e com muita tosse, precisa mesmo de ser vista por um médico.
- Pois, tem que ter paciência e aguardar.
Aguardámos... até às onze da noite, quando a médica entrou, perguntou o que ela tinha, auscultou-a e viu-lhe a garganta.
- Não tem nada na garganta.
- Desculpe??? Como assim, se eu vejo a garganta dela muito inflamada e com pontos a ficarem brancos?
- A auscultação está boa, não oiço nada.
- Desculpe??? Mas a miúda até farfalheira tem tido! E disso percebo eu, que tenho bronquite asmática.
- Tosse lá, para eu ouvir - pediu. Mas o seu pedido não foi atendido "a tosse agora não vem".
- Já agora, podia ver-lhe os ouvidos, porque ela queixa-se dos ouvidos?
- É normal. Estando o nariz com tantas secreções é normal que lhe doam os ouvidos.
- Mas, sabe, ela antigamente fazia otites de repetição. (já estava a perder a paciência)
- Pois... (e não lhe viu os ouvidos!!!) Vou-lhe passar a receita. Continue a dar o Actifed, o Maxilase e os outros para a febre. E dê-lhe este xarope e coloque-lhe estas gotas no nariz.
Vislumbro a receita e até cego quando leio Propavente* prescrito a uma criança de três anos e meio.
- Boas Festas - despedi-me eu, antes que o espírito natalício voasse mesmo bem para lá da Patagónia.

Amanhã vamos à médica de Otorrino, nossa AMIGA (que só hoje regressa a Lisboa). Esta noite voltaste a chorar e a queixares-te muito dos ouvidos.

E assim vai a nossa saúde...

* Claro que não aviei o Propavente. Ainda anuí em pedir a opinião dos farmacêuticos lá do bairro, mas quando vi o quanto esbugalharam os olhos apercebi-me de que estava certa em não dar semelhante medicamento à miúda.

Do surto de gripe...

Eu não pedi a ninguém que eu e a minha filha tivéssemos gripe em época de festas, pois não?

De maneira que o pack não milagroso andou para todo o lado connosco (Actifed, Maxilase, Neo-Sinefrina, Stodal, Ben-u-ron e Brufen).

E a Maria adormeceu ao colo antes do almoço de Natal, por isso não foi à mesa.

E a Maria anda num misto de greve de fome, porque come em dois ou três dias o que comia num...

E esgotámos o stock de lenços de papel que normalmente usamos num ano...

E eu ando cheia de olheiras porque as noites têm sido péssimas. Quando não sou eu ou a Maria, também nos calha a ser a vizinha de baixo, que anda com uma tosse terrível.

16/12/2008

Pausa

Pequenina, prometo.

Agora preciso de (re)carregar baterias.

10/12/2008

Sensível às energias...

Desde que fiz a iniciação de Reiki que me sinto muito mais sensível à energia das pessoas e dos espaços.

O pior é quando isso nos dificulta a vida profissionalmente, porque sinto que me são retiradas energias. Fico cansada, esgotada... só com o ar que se respira.

E espero ansiosa pelas hora de saída todos os dias e pelas férias de final de ano, para descansar, junto da minha filhota linda.

E a ver se estes dias passam depressa que já não há paciência para tantos problemas juntos. Agora ainda mais... apre... Dezembro começa a ser um mau mês para mim, se bem que no ano passado também o foi mas por motivos, sacanices e maldades muito piores. Pelo menos sei que nunca mais me volta a acontecer uma como essa. É impossível que alguém consiga igualar!

09/12/2008

Curtas

Curta I
- Mãe, quando eu era bebé bebia leite das tuas maminhas, pois era?
- Sim, filha.
- Deixa-me beber leite das tuas maminhas.
- Tonta! Já não há leite, só há quando os filhos são bebés! Não tenho...
- Então... então vai arranjar o leitinho e põe nas maminhas!

Curta II
- Maria, queres dormir aqui em casa da avó? - perguntou a avó MJ.
- Não. Depois a minha mãe fica sozinha e chora.
(efeitos disto?)

Curta III
- Mãe, vais ao café com a tia?
- Sim, vou.
- E se eu não pedir, compras-me uma pastilha? Eu não estou a pedir, mãe!

Curta IV
Fomos assistir ao espectáculo do Zig Zag e nas duas horas de espectáculo pediste pipocas à família da fila de trás, uma bolacha no intervalo, algodão doce (que detestaste), foste perguntar de que sabor era o iogurte que um bebé estava a comer e correste para uma senhora que ia abrir um pacote de pistachios para o filho. Eu juro que não passas fome e de que até sou mãe para te comprar guloseimas regularmente! :)

Curta V
- Maria, se voltas a deitar os legos para o chão deito-os fora - ralhava a minha madrasta.
- E por acaso foste tu que me comprou os legos? Não podes fazer isso!

Curta VI
- Maria, liga a televisão. Quando eu acabar de assistir à série deixo-te por os Teletubbies.
Continuaste a fazer birra. Fiz-me valer do argumento "Pai Natal/presentes". Temos um boneco Pai Natal junto à televisão:
- Olha, Pai Natal, a Maria está a portar-se mal. Acho que não merece presentes! - disse eu a olhar para o boneco.
- Oh, mãe, este Pai Natal é a fingir...
(mais uma vez fiquei sem resposta, eheheh)

Curta VII
Andamos numa fase de muito namoro. Várias vezes ao dia sou brindada com beijinhos, abraços, encostos, palavras doces ("és a mamã mais linda do Mundo").

05/12/2008

Quando me deixas sem resposta...

- Maria, porque é que tens papel higiénico nas cuecas?
- É como a ti, mãe!!!

- O avô não vem?
- Não, filha.
- Mas agora nunca vem?

03/12/2008

Um fim-de-semana intenso

Há umas semanas atrás a pipa (prima) Bea, ficou em nossa casa, para uma festa do pijama. Este fim-de-semana calhou o contrário: foste tu lá dormir.

Levaste o dia inteiro a perguntar quando é que o pipo chegava e a perguntar-me se já tinha arrumado a tua roupa. Finalmente chegou a hora de ires e ias imponente, de sorriso rasgado, sentada na cadeirinha do carro do Pipo, dizendo-me adeus. Parecias a mamã, quando vai para uma noite de karaoke precedida de um bom jantar (bem) regado de sangria docinha.

Este fim-de-semana também fomos à antestreia VIP deste filme. Lá andaste de asas de fada, tiraste uma fotografia com a Sininho, pediste-me as pipocas da praxe, mas ao fim de meia hora disseste de forma bem audível: "Mãe, quero ir-me embora". E claro que a mãe te fez a vontade! :)

Estiveste bem disposta este fim-de-semana. Também foste à festa de aniversário de um dos teus tios como papá. Era escusado era fazeres uma birra (das grandes) com o pai e com a mãe, não é, filha?

Mas, a maior parte do tempo, portaste-te bem e andaste bem disposta. Temos passado muito tempo juntas e isso é cada vez melhor, tirando as manhãs. Está frio e tens sono, por isso não tens facilitado a vida aqui à mamã. Mas, no geral, tem corrido tudo bem.

Quanto a brincadeiras, continuas a preferir imitar rotinas (da escola, da mãe em casa) e acabas por brincar sempre com os bebés, enquanto finges que é hora da sesta

Quando queres, és encantadora e eu amo-te muito.

Canto-te ao ouvido: "gosto de ti daqui até à lua, gosto de ti da lua até aqui, gosto de ti simplesmente porque gosto, e é tão bom viver assim". É esta a nossa declaração de amor, actualmente.

02/12/2008

Saber tirar alguma coisa de positivo...

... da (complicada) situação familiar que tenho estado a viver é pesar-me. Menos 1,500 Kg numa semana.

Já perdi 15 kg.

Este fim-de-semana também mudei de visual. A Maria comentou que o meu cabelo está igual ao dela. Estou com um tom de castanho mais dourado, portanto.

28/11/2008

Uma das melhoras compras foi...

... a minha máquina de secar.

Ainda ontem, perante a previsão de chuva para o dia de hoje, lavei roupa e depois coloquei-a na máquina de secar e ainda tive tempo de a dobrar (ainda quentinha), o que significou não ter que passar (aquelas peças de) roupa a ferro.

Mas há uma coisa que me chateia imenso... Com 7º lá fora, ter a janela da marquise aberta! Que gelo! Devia ter apostado numa daquelas que não precisa de tubo... ah, pois devia!

27/11/2008

Porque nem tudo são alegrias...

A mamã está triste, filha.
Sou incapaz de to confessar frente a frente. Ainda não irias entender.

Sinto-me triste e perdida com a situação que está a ser vivida mesmo ao nosso lado. Sou um ombro, para dois lados, mas hoje apercebi-me de que isto me está a atingir mais do que eu imaginava.

Sinto-me triste e perdida. Com receio do futuro. Muito receio.

Tudo há-de correr bem, é certo, mas agora dói.

Não gosto de mexidas no que está à minha volta.

Hoje precisava de um abraço. Um abraço grande, quente e forte.

E continuo a sentir-me triste e perdida.

E ainda não concebo o Natal como ele vai ser. Cada árvore de Natal, cada decoração, cada rua iluminada, cada conversa sobre presentes entristece-me ainda mais...

Olho para o lado. O Sol entra pela janela da minha sala de trabalho e aquece-me. Respiro fundo. Para a frente é que é caminho. Por isso, vou trabalhar.

25/11/2008

Tempo

Durante o dia estou atolada em trabalho e à noite agarro-me ao tricot a fazer algumas presentes de Natal.

Tu estás bem, no teu trabalho (escola, leia-se). Mais calma em termos de comportamento.

Esta manhã, enquanto eu me arranjava, regressaste à cama sem que eu desse por isso. Quando dei pela tua falta fui dar contigo a dormir profundamente. E depois tive que ouvir: "és má. Não me deixas dormir e eu tenho sono".

21/11/2008

As boas-vindas ao fim-de-semana

A febre chegou.

A tosse insiste.

O ranhinho fica mais espesso.

O "dói-me muito o ouvido" proferido entre lágrimas esta madrugada ecoa na minha cabeça.

E eu espreito os recibos da farmácia: a última vez que esteve a antibiótico foi...

... há um mês e sete dias.

Só me apetece dizer asneiras... e ainda pensar que este fantasma pode estar de volta.
Preciso de dormir.
O descanso é vital para a minha energia, concentração e boa disposição.
Cinco horas de sono não me chegam. Estou mole, cansada e a sonhar com a cama.

Esta noite não estiveste bem. Além da conjuntivite ter passado para o outro olho, choraste muito. Não percebi bem porquê. Queixaste-te de dores nos olhos, nos ouvidos, da tosse… Estavas quentinha. Querias mimo, não conseguias adormecer. Às duas da manhã serenaste, a dormir no meu colo. Assim ficaste até de manhã.

Dormi mal, de lado, contigo encaixada no meu corpo dorido e com a tua cabeça no meu braço.

Hoje estás com os bisavós e com a Tia X. Estás muito bem entregue e bem comportada, pelo que já ouvi dizer.

Ah, e tens uma tenda de brincar montada no corredor. Mimos que não se esquecem, não é?

Mas, por favor, porta-te bem, ok?

E já agora, melhora lá dessa constipação, agora que eu própria também já estou a recuperar, para amanhã ires dormir com o papá, ok? E a mamã vai ao cinema!!!


E no Domingo não terei horas para acordar!!! Yes!

20/11/2008

Agora que já passou algum tempo...

... já me dá vontade de rir:

Conversa entre avó e neta:

- Olha lá, Maria, mas tu és algum cãozinho para teres mordido na tua mãe? És? - pergunta a minha mãe, com um tom de voz zangado e crítico.
- Olha, avó - respondes, enquanto abanas as duas mãos - estás a ver aqui algumas patinhas? Estás?

"Remédio" para a tosse


O pai foi buscar-te à escola, e de regresso a casa trazias uma caixa destes rebuçados na mão. Uma mistura de ervas medicionais, com sabor. São óptimos para a tosse.
- Maria, só podes comer mais um, ouviste? Olha o que diz aqui na caixa: comer só mais um ou ficas com cocó mole. Ok?
- Não, mãe... não diz isso... olha, lê: Posso comer um e mais outro, só mais outro. Pode ficar doente com cocó mole e com dói-dói no rabinho.
Que bem que ela já lê/inventa!


Que rica manhã!

Abro o estore e anuncio os bons dias.

- Mãe, olha o meu olho! - disseste-me a chorar. Não posso ir à escola. Estou doente.

Conjuntivite. Nem sequer é preciso ir ao médico para verificar isso.

E sim, de facto não foste à escola. Ficaste com a avó João.

18/11/2008

Ainda sobre a amizade...

... e porque tenho bons amigos, às vezes não são precisas muitas palavras entre nós.

Uma colega de trabalho, que é também uma amiga - sem dúvida, deu-me os bons dias pousando-me na secretária dois livros: este e este.

Não foram precisas mais palavras. Foi o suficiente.

Obrigada, linda!

Dias menos bons

A maternidade também se rege por momentos menos positivos.

Momentos em que nos questionamos se sabemos ser bons pais.

Momentos em que os nossos filhos procuram ajuda para se formar procurando os caminhos mais espinhosos.

Estamos a viver dias menos bons.

E não me apetece falar ou escrever sobre isso, se bem que um dia quero oferecer-te uma cópia deste blog para que saibas como era a nossa vida na tua infância, e devesse aqui escrever sobre o que me tem angustiado, o que me tem retirado forças e me deixa triste.

Só espero que estes dias menos bons passem depressa e que eu consiga cumprir com os meus objectivos na tua educação e formação como pessoa.