25/11/2008

Tempo

Durante o dia estou atolada em trabalho e à noite agarro-me ao tricot a fazer algumas presentes de Natal.

Tu estás bem, no teu trabalho (escola, leia-se). Mais calma em termos de comportamento.

Esta manhã, enquanto eu me arranjava, regressaste à cama sem que eu desse por isso. Quando dei pela tua falta fui dar contigo a dormir profundamente. E depois tive que ouvir: "és má. Não me deixas dormir e eu tenho sono".

21/11/2008

As boas-vindas ao fim-de-semana

A febre chegou.

A tosse insiste.

O ranhinho fica mais espesso.

O "dói-me muito o ouvido" proferido entre lágrimas esta madrugada ecoa na minha cabeça.

E eu espreito os recibos da farmácia: a última vez que esteve a antibiótico foi...

... há um mês e sete dias.

Só me apetece dizer asneiras... e ainda pensar que este fantasma pode estar de volta.
Preciso de dormir.
O descanso é vital para a minha energia, concentração e boa disposição.
Cinco horas de sono não me chegam. Estou mole, cansada e a sonhar com a cama.

Esta noite não estiveste bem. Além da conjuntivite ter passado para o outro olho, choraste muito. Não percebi bem porquê. Queixaste-te de dores nos olhos, nos ouvidos, da tosse… Estavas quentinha. Querias mimo, não conseguias adormecer. Às duas da manhã serenaste, a dormir no meu colo. Assim ficaste até de manhã.

Dormi mal, de lado, contigo encaixada no meu corpo dorido e com a tua cabeça no meu braço.

Hoje estás com os bisavós e com a Tia X. Estás muito bem entregue e bem comportada, pelo que já ouvi dizer.

Ah, e tens uma tenda de brincar montada no corredor. Mimos que não se esquecem, não é?

Mas, por favor, porta-te bem, ok?

E já agora, melhora lá dessa constipação, agora que eu própria também já estou a recuperar, para amanhã ires dormir com o papá, ok? E a mamã vai ao cinema!!!


E no Domingo não terei horas para acordar!!! Yes!

20/11/2008

Agora que já passou algum tempo...

... já me dá vontade de rir:

Conversa entre avó e neta:

- Olha lá, Maria, mas tu és algum cãozinho para teres mordido na tua mãe? És? - pergunta a minha mãe, com um tom de voz zangado e crítico.
- Olha, avó - respondes, enquanto abanas as duas mãos - estás a ver aqui algumas patinhas? Estás?

"Remédio" para a tosse


O pai foi buscar-te à escola, e de regresso a casa trazias uma caixa destes rebuçados na mão. Uma mistura de ervas medicionais, com sabor. São óptimos para a tosse.
- Maria, só podes comer mais um, ouviste? Olha o que diz aqui na caixa: comer só mais um ou ficas com cocó mole. Ok?
- Não, mãe... não diz isso... olha, lê: Posso comer um e mais outro, só mais outro. Pode ficar doente com cocó mole e com dói-dói no rabinho.
Que bem que ela já lê/inventa!


Que rica manhã!

Abro o estore e anuncio os bons dias.

- Mãe, olha o meu olho! - disseste-me a chorar. Não posso ir à escola. Estou doente.

Conjuntivite. Nem sequer é preciso ir ao médico para verificar isso.

E sim, de facto não foste à escola. Ficaste com a avó João.

18/11/2008

Ainda sobre a amizade...

... e porque tenho bons amigos, às vezes não são precisas muitas palavras entre nós.

Uma colega de trabalho, que é também uma amiga - sem dúvida, deu-me os bons dias pousando-me na secretária dois livros: este e este.

Não foram precisas mais palavras. Foi o suficiente.

Obrigada, linda!

Dias menos bons

A maternidade também se rege por momentos menos positivos.

Momentos em que nos questionamos se sabemos ser bons pais.

Momentos em que os nossos filhos procuram ajuda para se formar procurando os caminhos mais espinhosos.

Estamos a viver dias menos bons.

E não me apetece falar ou escrever sobre isso, se bem que um dia quero oferecer-te uma cópia deste blog para que saibas como era a nossa vida na tua infância, e devesse aqui escrever sobre o que me tem angustiado, o que me tem retirado forças e me deixa triste.

Só espero que estes dias menos bons passem depressa e que eu consiga cumprir com os meus objectivos na tua educação e formação como pessoa.

17/11/2008

Mais uma grande amiga

Também tenho muitas saudades tuas, minha linda.

Dos serões passados no teu atelier.

Do apoio condicional que me deste, sempre, mas principalmente quando estive grávida.

Das noites passadas a cantarmos e do que me ensinaste para fazer de mim uma melhor cantora.

Do teu marido nos mandar calar quando cantávamos fora do palco.

Dos teus gatos.

Mas, principalmente, tenho muitas saudades de ti como pessoa e da tua voz, aqui a cantares uma música Linda - "A Noite Passada", de Sérgio Godinho, com o Beto, algures no ano de 1994.

PS: Ah, e também tenho saudades da tua massa com alho!!!

14/11/2008

Amigos de Peniche

Tenho saudades tuas.
Nos últimos anos temos estado longe (da vista), mas vocês vivem no meu coração, tu, a tua irmã e o resto da família.

E por mais tempo que passe, continuo a emocionar-me quando te oiço cantar, principalmente quando te vejo a cantar ao vivo (neste caso num vídeo, à falta de melhor).

Fiz asneira...

Agarrei numa caneca de leite, um punhado de aletria, um pau de canela, casca de limão, duas colheres de sopa de açúcar e fiz um pratinho de aletria com que me deliciei à noite, depois da Maria adormecer.

Só me pesa na consciência as duas colheres de sopa de açúcar. Podia ter feito com adoçante. Lol


Viva la vida!

12/11/2008

"Tu não és minha filha"

No caminho de regresso a casa vínhamos de mão dada a cantarolar.
Eu comecei a abebezar a música, a brincar.

E tu :
- Oh, mãe, porque é que tu estás a cantar à bebé??? Não podes falar à bebé, mãe. Eu sou tua filha, não sou tua mãe. Estou a falar chinês, mãe?

(fiquei sem resposta, mas grata por ver que o sermão de "quem manda aqui em casa sou eu e nada de inverter os papéis, menina Maria" tem resultado)

O Speedy

O Speedy é o cão (desgraçado) que vive no R/C do nosso prédio, ou seja, o cão (filho) do Avó Toya e da avó (emprestada).

Ele também passa por muito, tal como esta gata linda.

Já o vi de ganchos e molas no cabelo.
Já o vi tapado por mantas e fraldas de pano.
Já o vi ser perseguido com bonecos para fazerem uma "briga" (brincadeira que consiste nele a prender um boneco com os dentes e ela a puxá-lo).
Já o vi ser massacrado para se deitar ao lado dela.
Já o vi a comer ração da mãe dela, grão a grão.

Mas também já os vi:
- a partilharem gomas;
- ela a ser arrastada (literalmente) pelo chão da sala enquanto ele tenta roubar-lhe o boneco;
- a dormirem juntos;
- ele a defendê-la se acha que alguém lhe está a fazer mal;
- ele a enchê-la de beijinhos e focinhadas carinhosas (mas que acabam invariavelmente da mesma maneira: com ela no chão);
- ela a ser vista como cadelinha, nós a ralharmos e ela a defendê-lo porque acha que ele está só a brincar com ela...

Adoro a cumplicidade entre os dois.
Só não gosto de descobrir pelos brancos no casaco de malha preto que trago hoje à conta destas brincadeiras todas. Mas isso agora não interessa nada! :)

11/11/2008

O primeiro bebé

Em resposta ao comentário da Melancia, ao post anterior:

O primeiro bebé que a Maria teve (e tem) foi um Nenuco recém-nascido.

As crianças, nessa idade (18 meses) aprendem muito imitando as nossas rotinas, por isso, e longe de ser uma profissional da área, arrisco-me a dizer que um boneco estimula a imaginação, o vocabulário, a motricidade fina, ajuda a compreender para que serve cada objecto...

Colocar o bebé a dormir e tapá-lo com fraldas de pano, dar-lhe a papa, despi-lo, fingir que se lhe dá banho, dançar agarrada a ele...

Vais ver que a tua filhota vai adorar ter uma boneca/bebé.

E vai ajudá-la muito.

A Maria ainda hoje passa horas a fio de roda dos bebés, dos livros e dos desenhos.

Tem muitos jogos pedagógicos, puzzle's, legos... mas é a brincar aos crescidos que ela aprende. Seja a tratar dos seus meninos, seja a fingir que é professora e que está a ler uma história ou sentada na sua mesa a dizer que está a trabalhar.

Querido Pai Natal... (da filha)

Os catálogos de brinquedos já apareceram lá em casa, pelo que já escolhi as prendas que te quero pedir, meu querido Pai Natal:

O Nenuco com a malinha de médico e um computador.

Se houver algum upgrade a esta lista eu informo-te.

Mas acho que a mãe não quer mais brinquedos lá em casa, por isso, só se for um livrinho ou um jogo didáctico (sobre Os Números, por exemplo).

Querido Pai Natal... (da mãe)

... este Natal, eu SÓ queria um ferro de engomar de jeito...

... e num ano em que eu me porte muito, mas muito bem, gostava de receber este anel do Gil Sousa, mas com o nome Maria inscrito, naturalmente:

10/11/2008

És linda...

Hoje estiveste calminha. Consegui dar-te a volta com (alguma) facilidade, nos momentos que te costumam criar mais ansiedade.

Elogiei-te e disse que é assim que te deves portar todos os dias.

Claro que no auge da birrinha de sono, depois de três histórias, esperneaste e guichaste um bocado enquanto me chamaste de má, feia... Que feitio!

Ah, e entretanto, há coisas tão simples que nos ajudam a criar novos hábitos: há muito tempo que adormecias na minha cama, mas desde que te coloquei os lençóis de flanela acedes em adormecer na tua. Dizes que os teus lençóis são mais quentinhos que os meus. Calha bem... e eu ralada... até nem gosto de dormir em lençóis de flanela! :P

Actualização

Ao princípio perdia mais peso por semana, mas não era tão feliz. lol

Ai, que o Arroz de Polvo da minha avó estava tão bom! :)

E aquela sobremesa também. Mas... é injusto... desviarem-me da dieta com doces e pratos saborosos.

Ah, pois é...

Ouviste, Tia?

PS 1 : No Sábado vesti um vestido que me assenta muito bem. Fiquei super contente.
PS 2: o papá da minha filhota elogiou-me.
PS 3: Deixei de ter pneus nas costas (isso é que me estava a fazer muita confusão! Agora é barriga, pernas e rabo).

Chiça...

- Chiça, que coisa terrível! Estes meninos não dormem. Que paciência!
Por tudo e por nada ouve-se a expressão "chiça, que coisa terrível". Shame on me, que digo "chiça" (palavra que odeio) para não me sair nada pior. Prometo que vou deixar de dizer.

Por falar em "meninos que não dormem", foste passar a noite de Sábado com o papá, pelo que ontem arrumei calmamente a casa, sendo que o teu espaço também foi (re)organizado. Pois bem, quando chegaste não tardou que não refilasses comigo porque a Giovana não estava na caminha dela, porque o Manuel não tinha a toalha dele (lençol), porque aquele livro não era ali, blablabla...
Chata!
A quem é que sais tão refilona?

E hoje de manhã, comecei o dia a corar, quando no meio do café me advertiste:
- Mãe, esqueceste-te de me dar o remédio!!! (xarope para a tosse)
- Pois foi, Maria - exclamei baixinho.
Levantaste os braços e afirmaste, com veia dramática:
- E agora, mãe??? E agora, vou passar o dia cheia de tosse???

06/11/2008

SNS

Por norma o nosso Sistema Nacional de Saúde não funciona, mas ultimamente tem-me surpreendido em diversos momentos.

O último foi este:
Desde que a Maria nasceu que vivo em Lisboa, mas mantive-me como utente em Paço de Arcos. Mas claro que nunca vou lá... Ontem recebi uma chamada do centro de saúde a informar-me de que o meu médico de família (agora que finalmente tinha um já não preciso!!!) gostava que eu fosse lá fazer o rastreio do Cancro do Colo do Útero.

Agradeci, mas tenho consulta marcada para uma médica fabulosa, que me ajudou muito na gravidez, precisamente a lutar contra uma lesão no colo do útero pré-cancerígena. O meu obstetra da altura encaminhou-me para ela. Manteve-se como meu obstetra, mas em tudo o que respeitasse a lesão era tratado com ela.

Mas gostei de que o SNS funcionasse assim.

Agora falta saber se o centro de saúde da minha área de residência funcionará assim tão bem. Por enquanto fica longe que se farta de minha casa. E saber que muito mais perto tenho outro... mas que não me posso inscrever lá... Mas isso já é outra história!

Até lá, pelo sim, pelo não, continuarei a ser seguida no particular.

05/11/2008

Eu consigo...

Começo a sentir-me muito sexy outra vez.

Falta-me apenas um kg para o peso com que estava antes de ficar grávida da Maria.

Sempre me lembro de ter excesso de peso, a não ser quando era muito miúda.

Por isso, tudo o que venha agora é uma conquista, principalmente em termos de saúde e também de facilidade em comprar determinado tipo de coisas (ai, as botas de cano alto!).

Mas a seguir vou ter que lutar para voltar a meter algumas coisas no sítio: braços flácidos, barriga flácida e mamocas "vazias", lol.

Lá por casa tem-se cozinhado de forma bastante mais saudável: muito peixe (arghhhhh, e há uma mãe que não é sequer apreciadora) estufados de legumes e soja, vamos experimentar tofu, comem-se (aliás, come ela) massas e arroz integrais, sopas com cada vez mais legumes (bem, isto sempre houve), cereais integrais , uma cesta de fruta sempre cheia e variada, margarina a passar fora de prazo...

E eu perco-me na área de alimentação saudável/dietética dos hipermercados. E à hora de almoço passeio no Celeiro (mas não compro quase nada lá, porque nos hiperes chegamos a encontrar as coisas a metade do preço, se é que se admite!).

A tensão está estabilizada e mais baixa do que foi tendência depois da pré-eclâmpsia, a pele está melhor, os rins funcionam muito melhor... e eu estou muito contente com esta minha caminhada.

Epá, isto sou eu a falar em voz alta, para me manter devidamente motivada!

Mas... agora alguém me explica como é que eu, que me peso sempre na mesma balança, na farmácia, controlo o peso perdido com estas roupas todas de Inverno, botas e sei lá mais o quê???

04/11/2008

Amigos imaginários

Chegamos, eu e a minha madrasta, do cafezinho da noite:
- Cuidado, mãe. Cuidado com os meus meninos! - adverte-me ela.
- Afonso, vai de castigo para o sofá - exclama o meu pai.

Olho, parva, em meu redor e pergunto:

- O que é que se passa aqui???
- Os meus meninos estão a dormir, mãe. Olha aqui, olha para isto... este não dorme. Já tive que ralhar com ele duas vezes, mãe. Duas vezes!
- Não pises esse. Levanta o pé! - ralha-me o meu pai.

Ok, ok, que a minha filha brinque aos amigos imaginários ainda vá que não vá, agora... a minha filha e o meu pai???

03/11/2008

Pais em luta pelos filhos

Leio em silêncio a Notícias Magazine deste fim-de-semana, enquanto os meus olhos marejam de lágrimas, a minha pele arrepia-se, o meu estômago embrulha-se e o meu coração angustia-se...

A reportagem em questão chama-se Pais em luta pelos filhos. Há pais filhos da puta, mas acho que há mães muito, mas muito mais, filhas da puta e com a mania de que têm o rei na barriga (Leia-se, arma ideal contra o pai: filhos).

Será que há alguém que consiga entender que no meio disso são as crianças que saem marcadas e prejudicadas???

É nestas alturas que sei que sou muito boa mãe. Muito melhor do que essas tipinhas que fazem jogo sujo.

Uma alegava perante o Tribunal de Menores de que o pai não deveria ficar sozinho com a filha bebé de meses porque ele teria limpo o umbigo da criança recém-nascida com violência (sangrou, o que é relativamente normal, como sabemos) e que ele lavava os biberões com detergente da loiça. Coitadinha da menina... isso são maus tratos?

E a mãe que privou a filha de contacto com o pai e seis meses depois apresentou queixa dele por abusos sexuais...

Conheci em tempos alguém que se zangou com o marido e lhe exigiu logo a assinatura de um documento em que lhe dava a guarda das crianças.

Isso é ser boa mãe???

Quem é que são estas gajas, pá?

Isto tira-me do sério. Sei que há casos e casos... mas a conivência do Tribunal de Menores com as mães intocáveis revolta-me de uma maneira que até fico fora de mim!

Sem comentários...

Epá, hoje só quero deixar aqui uma lembrança de que foi ontem que fizeste a maior (e mais desesperante e desesperada) birra da tua curta história de vida.

E o teu pai perguntava-me: "então, mas porque é que ela fez essa birra?"
E eu respondi: "acho que ela tinha feito uma casa imaginária com almofadas no sofá pequeno e eu sentei-me lá. A partir daí foi o descalabro".

Siga...

31/10/2008

21:00

Esta foi a hora a que adormeceste.

Estavas com frio e quiseste ir para a cama.

Adormeceste logo de seguida, sem história, sem beijinhos, sem nada...

Mas... a birra que fizeste ainda ecoa na minha cabeça. Irra...

Amo-te, minha pestinha linda!!!

Dieta

Hoje foi dia de peso:
Menos 0,750 kg que em igual dia da passada semana.

Agora sonho em vestir o 40 e poder comprar botas de pano* alto sem problemas com uma pernoca cheinha! :)

* leia-se CANO, obviamente!

30/10/2008

Aniversário

Obrigada a este bloguista pela lembrança. Ontem este cantinho fez quatro anos.

Com algumas paragens pelo meio, mas total liberdade para agora escrever sem estar preocupada com quem me lê.

No meu trabalho só uma colega sabe que eu aqui escrevo, na família acho que só uma das minhas tias é que me lê regularmente e dos amigos também poucos aqui vêem porque eu não digo que voltei a reabrir este (nosso) espaço. Assim poupo chatices e mal-entendidos. Não tenho que andar a justificar a ninguém o que aqui escrevo.

O balanço desta experiência de quatro anos é muito positivo. Descobri a comunidade de babyblogs, fiz uma ou outra amizade, com pessoas com quem não estou regularmente na vida “cá fora”, mas que acompanho diariamente (e elas a mim). E o principal, tenho registo de muitos momentos da minha vida e da da minha filha, que de outra forma já teriam voado da minha (parca) memória.

Parabéns a nós!

29/10/2008

Birras

As birras são tema assíduo neste nosso cantinho.

Pois bem, hoje estávamos à espera de ser chamados para a consulta, quando resolves fazer uma muito pouco simpática (e vergonhosa) birra no corredor.

E era porque querias que eu apanhasse a esferográfica que te caíu, o papel que voou, blablabla.

Em menos de cinco minutos descontrolaste-te. Pronto, mãe vermelha que nem um tomate a tentar levantar-te do chão, a tentar sentar-te na cadeira, a ralhar, a disfarçar... Levei pontapés, safanões, sei lá...Sentei-me.

Olho para a senhora que estava ao meu lado e vejo-a cabisbaixa enquanto tu guinchavas e esperneavas deitada no chão.

- Maria, já pensaste que a senhora está com dores de cabeça?

Fizeste pior...

Optei por ignorar-te completamente, a ti e aos teus gritos, e "fugir" dali em pensamentos em direcção a um local paradisíaco e silencioso.

Sou interrompida pela voz de alguém que se aproxima de ti:
- Olha, se eu te der um sugus páras com a birra? Temos que perguntar à mãe se te deixa.

Pasmei e saíu-me uma resposta pouco educada, mas sincera:
- Se acha que devemos premiar uma birra destas com um sugus, faça favor.

A senhora deu-te um sugus e tu calaste-te instantaneamente. Depois vieste pedir-me desculpa e perguntar se eu estava triste.

- Sim, Maria, estou triste. Já não estou zangada, mas sim muito triste. E aviso-te que birras destas não se repetem. Estás de castigo durante sete dias (vai ficar proibida de comer pastilhas elásticas, um miminho usualmente permitido porque mastiga durante dois minutos e farta-se).

Mas aquele sugus de melão ficou-me entalado.
Epá... detesto que me desautorizem. Mas compreendo a necessidade de travar um desastre ambiental, com poluição sonora altamente incomodativa.

Boa notícia

Esta manhã estivenos na consulta de otorrino, para procedermos à marcação da cirurgia.

Pois, então, saímos de lá com uma excelente notícia: voltamos em Dezembro. Parece que estás curada dos problemas crónicos que tinhas, como tal já não vais ser operada.

BOA!

E amanhã começamos com o Ribomunyl.

28/10/2008

Caixinha de surpresas

- Mãe, dá-me a tua mão direita.
(não dei por ela aprender a esquerda e a direita e, ainda para mais, ser mais rápida no raciocínio do que eu, que sempre fiz confusão e tenho que pensar primeiro com que mão é que escrevo)

- Mãe, olha o sol!
(olho e vejo desenhado no canto superior esquerdo da folha um sol, com um sorriso e muitos raios. Ai, que não tarde desenha melhor do que eu! O que, verdade seja dita, não é difícil)

- Quero o meu pai, o meu papá. Eu tenho muitas saudades dele.
(enquanto a avó tentava, ao telefone, acalmar os seus soluços. Hora de dormir, claro!)

- Mãe, depois da história do Winnie quero que me contes a história do tio Hugo na praia, descalço, "fazeu" um dói-dói, levou uma pica que doeu e depois no sofá, com a surpresa da avó. A surpresa da avó tinha lápis, canetas, cola, borracha...
(para que é que eu vou contar a história se tu é que defines o argumento??? lol)

27/10/2008

Assim gosto mais!

1,200 kg numa semana certinha!

Assim já gosto mais, muito mais! :)

Mantenho a dieta, mas já vou fazendo uma excepção ou outra.

Aliás, nem sei como perdi tanto peso, mas começo a desconfiar de que o abacaxi que ando a comer todos os dias ajuda a desintoxicar e a queimar gorduras! :)

Whatever, o que interessa é que continuo a perder peso.

Estou feliz com isso! Muito feliz!!! Faltam menos de seis quilos para o meu objectivo inicial, mas já agora quero ver se depois disso ainda perco pelo menos mais cinco. Mas, devagar se vai ao longe.


E o gráfico (sem números, eheheh):

Uma zebra que andou de ponéi...

No Sábado, foste à festa dos seis anos da priminha B.

À animadora que fazia pinturas faciais, pediste que pintasse a tua cara de zebra. Pouco depois recebi um mms duma carinha laroca com listas brancas e pretas.

Depois andaste de ponéi, destemida. E adoraste. E a mamã foi gozada, em família, porque bem mais velha do que tu tinha que andar nos ponéis da Feira Popular de mão dada com a tia, porque apavorava-a estar em cima do dócil (e pequeno) animal. :)

22/10/2008

Estou perdoada por mim própria...

Senão, vejamos:

- não jantaste praticamente nada e eu não me chateei. (só te avisei que não havia comida na hora de dormir);
-esperei três minutos, sem protestar, que arranjasses a tua mala com "n" brinquedos e tralhas só para irmos a casa do avô durante dez minutos;
- aqueci-te leite, mesmo sabendo que não o ias beber, sem te dar sermões;
- deixei-te brincar a fazer de "cãozinho" enquanto comias uma goma (a minha cara ficou toda lambuzada e com cheiro a morango);
- contei-te as histórias (completas, sem abreviaturas) de três livros, já contigo na cama;
- contei duas histórias de quando eu e o Tio Hugo éramos crianças, por mais de dois minutos cada;
- cantei muitas canções...
- não refilei (contigo) por teres demorado uma hora a adormecer;
- acabei há pouco de arrumar a cozinha e por sopa a fazer (ainda está ao lume);
- à hora de me deitar é que me venho sentar um bocadinho no sofá (e quem me conhece bem sabe como eu preciso tanto, mas tanto... das minhas duas horinhas da noite para ler, ver tv, tricotar, vir para a net, whatever...);
- ainda me faltam cumprir os rituais de beleza (ou anti-envelhecimento) da noite.

E NÃO REFILEI!!!

Ok, ok, mas também não te dei cereais 45 minutos depois de já estares na cama e adormeceres! Poucos abusos, se faz favor.

Ok, ok, mas liguei à avó a fazer conversa da treta, para te distrair e te convencer a dormires. A a velhinha não me desiludiu: resolveu o problema em três tempos, dizendo que tinha uma prenda para ti, caso dormisses a noite toda.

Escusado será dizer que estou exausta, não é?

Nos bastidores...

Estou cansada.

O dia tem sido como eu gosto: atarefada, mas com um volume de trabalho organizado.

Quando me sinto (a mim e à instituição) organizada, tudo corre melhor e há correria, mas não stress.

Adoro o que faço.

Adoro estar nos bastidores de grandes iniciativas.

Espero que um dia também te sintas realizada profissionalmente, princesa.

PS: logo tenho que falar contigo. Ontem à noite e hoje de manhã perdi a paciência e gritei mais do que queria contigo. Impus-te um ritmo que não consegues acompanhar. Com os casais o principal motivo de discórdia costuma ser o dinheiro, comigo e contigo é o relógio, as horas, os minutos e os segundos cronometrados ao segundo. Desculpa, filha. Já falamos daqui a pouco! :)

20/10/2008

Más experiências

Li este fim-de-semana, numa revista generalista, um artigo sobre chantagem e coacções no local de emprego, pela chefia.

Empresas e ou chefes que descem muito baixo e que destroem vidas.

Revi-me nalgumas coisas que li e tive a certeza de que fui muito mais vítima do que tinha pensado, até agora.

Mas como nunca tive medo de trabalhar e sempre fui correcta pelas outras empresas onde passei, passada uma semana e pouco de estar desempregada recebi um convite para vir a uma entrevista num sítio onde já tinha estado e no início do novo ano já estava a trabalhar.

O meu Natal foi tremido, com a sombra do desemprego a pairar, pela primeira vez na vida, mas estava crente das minhas capacidades e profissionalismo. Correu tudo bem. Mas podia não ter corrido... Sei que também tive muita sorte!

Por isso li aquele artigo com um nó na garganta. Angústia por aquelas pessoas que foram pisadas e humilhadas por "muitos alguéns" sem escrúpulos.

Enfim...

Não sei que faça

De mão dada, comigo e com o pai:
"Não sei que faça com uma mamã e um papá tão fofinhos"

Rescaldo do fim-de-semana

Febre, (muito, mas muito) pouco apetite, Sábado passado entre o sofá e a cama e queixas de dores de ouvidos e de garganta levaram-nos às urgências. Afinal está tudo bem. Deve ser uma virose, o que se veio a confirmar ainda no hospital, quando fizeste cocó nas cuecas (diarreia, pois claro).


Hoje foste para a escola. E o meu coração está (como sempre quando estás adoentada) apertadinho.


Por isso, há pouco, quando ouvi esta música, fiquei perdida no teu olhar, no teu cheiro e no calor do nosso "abracinho", como se estivesses aqui comigo:

Adivinha O Quanto Gosto De Ti
André Sardet

Já pensei dar-te uma flor,
com um bilhete,
mas não sei o que escrever,
sinto as pernas a tremer
quando sorris para mim,
quando deixo de te ver...

Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto, e é tão bom viver assim...

Ando a ver se me decido,
como te vou dizer,
como te hei-de contar,
até já fiz um avião com um papel azul,
mas voou da minha mão...

Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.

Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto, e é tão bom viver assim...

Quantas vezes parei à tua porta,
quantas vezes nem olhaste para mim,
quantas vezes eu pedi que adivinhasses,
o quanto eu gosto de ti.

Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto, e é tão bom viver assim...

17/10/2008

Eu quero este cd!!!

Eu quero este cd e ouvi-lo contigo! Já que mãe e filha dançam histéricas, aos pulos, na sala, enquanto ouvem o cd do Ruca ou da Família Galáró, que agora se deitem no chão, música com o volume da aparelhagem bem alto, a beber as letras deste cd e a sentir o que sente um pai quando compõe a pensar na sua filha. Temas de todos os dias, em sentimentos de uma vida! :)

MUNDO DE CARTÃO, de André Sardet

André Sardet afirma, no site do cd:

Criar o "Mundo de Cartão" foi o maior desafio da minha carreira musical.

Por um lado, porque foi difícil ser lúcido no meio de tantas e tão fortes emoções e experiências; por outro, porque foi necessário desconstruir e abandonar fórmulas e métodos de composição e escrita há muito interiorizados.

Compus este álbum envolvido numa orgulhosa e intensa paternidade.

Este projecto surgiu do nada e seu o destino parecia estar marcado. Comecei por escrever temas que não eram mais do que mimos em forma de música, uns para dormir, outros para nos rirmos e outros apenas porque apeteceu.

Surgiram ideias no meio de brincadeiras, no meio de birras, no meio de muitas gargalhadas e até algumas lágrimas emocionadas de pai babado.

Com este projecto viajei no meu imaginário infantil e recordei as brincadeiras, o companheirismo, os sonhos em criança, as lembranças que estavam guardadas no canto da memória e uma infância muito, muito feliz. Recordei os genéricos doDartaCão, do Verão Azul, da Heidi, entre tantos outros.

Este CD deu-me uma nova visão sobre as coisas à minha volta. É um enorme desafio voltar a ver o lado mais colorido e divertido da vida, que vamos perdendo ao longo do tempo.

Aos olhos das crianças, as coisas são menos complexas, menos tensas, mais harmoniosas mas também mais puras e honestas.

Aprendi a simplificar cada vez mais e não confundir o sim com o não, tal como fazemos quando somos crianças.

Este álbum não é só para crianças, mas sim para todas as pessoas que gostaram de ser crianças, para as que querem voltar a ser ou mesmo para pais recentes que, tal como eu, viajam todos os dias ao sabor da imaginação dos seus filhos.

É um grande desafio mas é sobretudo uma forma de dizer à minha filha que gosto dela desde aqui até à Lua e desde a Lua até aqui.

Quero que este álbum seja o bilhete para uma viagem sem princípio nem fim, em que a imaginação nos leva onde mais quisermos…

E isto de imaginar não tem segredos, é mais alto quem mais longe imaginar…

Bons dias!

Os primeiros raios de sol entravam pelas frestas dos estores do nosso quarto.
Senti-a vir para a minha cama, trazendo a almofada debaixo do braço.

- Chega para lá, mamã. Quero ir para o teu abracinho.

Enroscou-se em mim, debaixo do édredão. Abraçou-me com força, olhando-me nos olhos:
- És tão fofinha, mamã! Nem sei que te faça!

E são momentos como este que me enchem de paz, amor e que me recordam diariamente como sou feliz com ela a meu lado.

Amo-a... aliás, nem sei que faça com tanto Amor que sinto!!! :)

16/10/2008

Esta quase ninguém acerta!

Aí vai um desafio para quem quiser testar os seus conhecimentos de Língua Portuguesa.

Trata-se de um teste realizado num curso da American Airlines.

Na frase seguinte deverá ser colocado UM PONTO FINAL e DUAS VÍRGULAS para que a frase tenha sentido.

MARIA TOMA BANHO PORQUE SUA MÃE DISSE ELA DÊ-ME A TOALHA.

20h25

Acabaste de comer quando eu ainda estava a fazer o meu jantar.

Sentei-me a comer enquanto brincavas. Desfolhava uma revista, enquanto ouvia ao longe a música do Ruca a tocar na aparelhagem. Estavas a brincar.

Não tardou que chegasses ao pé de mim. Uma chucha na boca, uma na mão direita e outra na mão esquerda (esta encostada ao nariz, como sempre!):

- Mãe, quero ir dormir, pode ser?

20h45. Já dormias.

Como não educar um filho

Não podemos dizer que os senhores das Américas não tenham um fundo de razão...

Policias de Houston, no Texas, publicaram uma lista de 10 'conselhos' para 'criar um delinquente'.

É interessante meditar neste resumo:

1- Comece na infância a dar o seu filho tudo o que ele quiser. Assim, quando crescer, ele acreditará que o Mundo tem a obrigação de lhe dar tudo o que ele deseja.

2- Quando ele disser nomes feios, ache graça. Isso fá-lo-á sentir-se interessante.

3- Nunca lhe dê qualquer orientação religiosa. Espere até que chegue aos 21 anos e 'decida por si mesmo'.

4- Arrume tudo o que ele desarrumar: livros, sapatos, roupas. Faça-lhe tudo para que aprenda a atribuir aos outros toda a responsabilidade.

5- Discuta com frequência na presença deles. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.

6- Dê-lhe todo o dinheiro que quiser.

7- Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar 'frustrações prejudiciais'.

8- Tome sempre o partido dele contra vizinhos, professores e autoridades. (Todos têm má vontade com o seu filho).

9- Quando ele se meter em alguma complicação séria, desculpe-se, dizendo que nunca o conseguiu dominar.E, finalmente...

10- Prepare-se para uma vida de desgostos.

14/10/2008

Mãe profissional

É lixado ser mãe e profissional responsável e dedicada nesta merda de país com mentalidades que não lembram a ninguém.

E hoje estou com um humor daqueles começado com "f".

Anda lá, relógio, até às 19h, que o meu lugar é junto da minha filha.

Regresso das otites

Obrigada, Outono, por já teres vindo trazer sofrimento à minha filha.

A 13 de Outubro foi diagnosticada a primeira otite pós-Verão. OMA Bilateral... Ainda por cima... Possível amigdalite.

Dou as boas-vindas ao Augmentin ES. Está hospedado numa prateleira do frigorífico e sai de lá de 12 em 12h.

E o Actifed já desceu para a bancada da cozinha. Bem como o Maxilase.

Só me apetece dizer asneiras!

Dia 29 consulta na otorrino. Vamos marcar a operação. E nesse dia vamos "discutir" se também será operada às amígdalas ou não.

Da dieta...

Obrigada pelos incentivos!!!
Estes últimos dias não tenho cumprido a 100%.

Não tenho tido pachorra para andar preocupada com o que como ou não e noto que ando cem vezes mais ansiosa e isso também não vale a pena, né?

Vamos ver como é que esses deslizes se vão reflectir na balança. Durante estes dias nem vale a pena pesar-me. Estou nos dias "X" do mês...

Descobri uma nova sobremesa que não é muito calórica e que dá para matar o gostinho de uma coisa bem docinha:
- Ingredientes: uma banana e canela
- Abre-se a banana ao meio e coloca-se num prato. Polvilha-se com canela.
- Leva-se ao micro-ondas durante 20 a 30 segundos.
- Está pronto a comer!

Delicioso e, espero, com umas míseras 90kcal por cada 100g de banana.

09/10/2008

42

Eu gosto deste número!!! Ou se gosto!!!

E tudo porque já o vistooooooooooooooooooooooooooooooooooo (novamente)!

10 kg já foram! :)

Não vou conseguir perder 17 kg até ao dia não sei quantos de Novembro, como tinha estipulado, mas não faz mal. Perco quando tiver que perder. O importante é continuar a achar que esta dieta (de quase três meses) está a valer a pena.

Se na véspera de ter decidido fazer dieta me tivessem dito que eu ia fazer mesmo esta dieta e durante tanto tempo eu ria-me. Logo eu, que sempre fui anti-dietas???

O segredo não é nenhum... a não ser fechar a boca o mais possível, o fim dos lanchinhos nocturnos. não comer doces, fritos, sumos ou refrigerantes e massas (assim tipo Quasi Pronti, estão a ver?). E comer muita sopa, muita salada, muita fruta, legumes cozidos e tudo grelhado ou cozido. Ah, e barras de substituição de refeição ao almoço durante a semana.

E continuo a fazer colecção de talões da balança da farmácia, faço médias, comparações de semana para semana e sei lá mais o quê. Cada maluco com sua mania.

E, claro, se perguntarem à Maria o que é que a mãe come muito, responderá: SALADA!!!

PS: Mas esta semana comi o novo hamburguer da McDonald's - M. Fantástico e pareceu-me não ter muitas calorias porque é grelhado e não tem molhos. (Assim o espero!)

Cavalos Marinhos II

O almoço eram lulas guisadas!

Ou seja, os tentáculos das lulas é que levaram à confusão dos cavalos marinhos...

Ainda não tinha desvendado o mistério porque estava à espera do teu comentário.

08/10/2008

Cavalos Marinhos

- E então, filha, o que é que almoçaste na escola?
- Cavalos marinhos, mãe.

E quem é que adivinha o que são os cavalos marinhos???

01/10/2008

8,5 kg...

... já lá vão.

De vez em quando faço uma asneirita, mas nada como o entusiasmo de me pesar e ver que já perdi mais um kg para me manter mais ou menos cumpridora.

E noto a diferença nos meus hábitos e tolerância alimentar nestes mais de dois meses de dieta, para além da:
- tensão arterial mais baixa;
- menor sensação de cansaço;
- roupa que sai do guarda-fatos para o nosso corpinho mais modelado.

Dia de mãos dadas...

Amanhã vamos passar o dia de mãos dadas.

Um dia só para as duas!

E com uma agenda apertada:

10h - visita à escola que tem vaga
12h - consulta de pediatria
15h30 - reunião na escola actual

Por isso, por favor, porta-te bem, tá?

PS: E hoje é dia de festa!!! A Avó e o Tio já voltaram de um mês de viagem por terras indianas. Ufa, menos uma preocupação!

30/09/2008

Revolta

Não há palavras para exprimir a revolta que isto me faz sentir.

Onde é que vamos parar?

29/09/2008

A semana das decisões...

Abriu uma vaga, com muito factor cunha à mistura, numa escola com bons princípios de orientação pedagógica, aqui para os lados do meu trabalho.

Quinta-feira tenho reunião com a Direcção Pedagógica e educadora da tua escola.

Diria que 90% da minha decisão está tomada, mas ainda muita coisa pode acontecer porque há factores ainda por analisar.

O que eu não aguento mais é continuares a chorar de desespero e tristeza todas as manhãs...

25/09/2008

Flash's

Não há pachorra para escrever mais que flash's.
Este mês não está a ser nada fácil, em muitos sentidos, filhota. Nem para ti, nem para mim...

Por isso, apenas flash's:

O primeiro
Enquanto lavavas os dentes, remexia nas madeixas do teu cabelo. Adoro o teu cabelo e quero guardar na minha memória o seu tom castanho dourado, os fios fininhos, o liso impecável, o cheiro a champô de aveia...
- Mãe, pára. Deixa a minha cabeça. Vai mexer na tua!
(Acordei para a realidade. Simpática... Restam-me as fotografias para a tal memória futura.)

O segundo
- Maria, vamos lá conversar as duas. O teu comportamento hoje deixa-me triste e quero perceber o que se passa. Estás a ouvir-me?
Sentaste-te no chão, em frente à mãe e com ar de enfado respondeste:
- Vá, mãe... diz lá... diz... diz as palavras...
(Dahhhh, já dá respostas assim???)

O terceiro
Chora todas as manhãs. Gritos. Mãos pelo ar. Agarras-te a mim que nem uma lapa. "Mais um abracinho", "Mais um beijinho", "Não quero que te vás embora", "Vem-me buscar cedo", "Não vás para o trabalho", "Mamã, oh, mamã... Mamãããããããããã...". Chucha no bolso do bibe (dois anos depois de teres deixado de usar chucha na creche). Lágrimas. Olhar perdido e desesperado. Este último teu e meu... está a ser difícil de aguentar, somado a tudo o resto.

O quarto
Hoje vais de fim-de-semana prolongado até à Serra. Vais com o avô, que está de férias. Primeiro fim-de-semana com eles, e a dezenas de quilómetros de distância. Faz-te bem e fazes gazeta à escola. Voltas Domingo. Até lá, filha linda.

E eu vou ali e já venho, a ver se junto pedaços, se analiso e encontro solução para tudo.

Uma certeza, porém: quem espalha a maldade tê-la-á de volta.

Outra certeza: esperava esta notícia há algum tempo. E ela despedaça-me (mais um bocadinho). E a esperança de nos sentarmos juntos num banco de jardim daqui a alguns (muitos) anos torna-se mais remota e ténue. Mas eu sinto-a...

22/09/2008

Mini-inquérito

Pergunto-me (e pergunto-vos) se isto será normal:

- dois dias fruta, um dia gelatina, outro dia mousse de chocolate e, por fim, um dia iogurte de morango*.

* lista de sobremesas na escola da minha filha, a semana passada

16/09/2008

O meu presente...

Recebi um presente esta manhã: um desenho que fizeste ontem na escola.

É a nossa família. Eu, o pai e tu.

E não tenho mais palavras.



10/09/2008

Não vale a pena ler II...

Ufa, já não me identifico (muito) com o que escrevi esta manhã.

Mas continuo a ter um aperto no peito intercalado com ansiedade.

Mas, nada de mais...

Não vale a pena ler...

Já…
… não me identifico com o que sinto.
… não me identifico com as emoções à flor da pele.
… não me identifico com o(s) ataque(s) de choro na casa de banho do escritório.
… não me identifico pela cara marcada com o sofrimento que sinto.
… não me identifico com o meu corpo controlar as batidas do meu coração, a ansiedade e a tristeza constante.

Então…
… porque é que é tão difícil lutar contra tudo isto?

Já não sou eu. Eu já não sou assim. Então porque é que me sinto assim?

Que raiva. Que desespero.

Não me apetece nada, a não ser voar para junto de ti.
Não me apetece nada, a não ser que o relógio avance depressa e as 19h cheguem depressa e eu esteja no átrio da escola à espera de te ver correr para mim por aquele corredor frio e cinzento.
Abraçamo-nos, sentimos o calor uma da outra e vamos, de mão dada, até casa. Recolhemo-nos no palácio das princesas e ficamos ali a viver uma para a outra o resto do dia.

Não sou uma mãe (assim tão) stressada, mas esta semana está a ser, pura e simplesmente, horrível. Pela primeira vez na vida, sinto que não gostas da escola, que te angustias logo de véspera a pensar que vais para lá. E quando sais de casa choras agarrada a mim. Queres ir ao meu colo, encostada no meu ombro, pedes mil abraços e beijinhos. Ficas, perdida, de olhar assustado, a tentar resistir ao pânico de me veres sair. E eu já não estou a aguentar. Não sou o tipo de mãe que consegue resistir ao sofrimento de um filho. Isso tira-me forças. Totalmente. Tenho-as para ti, mas esgotam-se aquela hora da manhã e passo o resto do dia com o cansaço e abatimento típico de quem está esgotado e desgastado emocionalmente.

E há quem não perceba, desvalorize, goze, o que seja… Mas quem te conhece realmente sou eu, princesa, e eu quero que saibas que não tenho outra hipótese que não seja deixar-te na escola e que não podemos fraquejar ou vai ser pior para as duas.

Passas dez horas e meia num sítio em que não te sentes bem. Isso é justo? NÃO!!!

Às vezes a vida consegue ser uma grande mxxxx (versão light: caca).

09/09/2008

A (difícil) adaptação

Estou com a sensação de que me passou um camião por cima, filha.

A adaptação à nova escola não está a ser fácil.

Começaste a chorar ainda em casa. O caminho todo até lá também.

Entrei na sala contigo, com calma e sem te pressionar muito, olhando discretamente para o relógio para não me atrasar. Depois de abracinhos e choros, disseste-me “Vai para o trabalho, mamã. Dá cá beijinho”. Sol de pouca dura. Choraste novamente, duas coleguinhas tuas também se sentaram no meu colo procurando consolo… os meus olhos marejados de lágrimas. Por fim, trocaste o meu colo pelo da tua educadora e lá consegui vir-me embora.

Saí a porta da escola (finalmente eu) em pranto. Triste porque vi o esforço que fizeste para ficar, de cara apreensiva e assustada, o que não é nada típico em ti. Via-se mesmo que tentavas ser forte, mas que não estavas a conseguir.

Vejo também que a tua educadora não tem mãos em tantos meninos e tanto choro. Um dia de cada vez… vamos lá ver como é que vai correr nos próximos dias.

Mas estou triste, de coração apertado.

Hoje só tive vontade de largar tudo e poder ficar contigo o tempo que fosse preciso até te acalmares.

Prometi que logo, depois do banhinho e do jantar, fazíamos uma festa do pijama.

Vamos divertirmo-nos muito e tentar ter mais uma conversa contigo sobre a escola.

Entretanto, dois registos das tuas saídas “cómicas”:

1. Tentávamos que contasses como tinha sido o dia, e respondeste enfadada:
- A Escola é o meu trabalho! (como quem diz, não posso falar disso)

2. À noite, passei-te o telefone à Tia C., para que falasses com ela. Coloquei o telefone junto ao teu ouvido direito. A tua resposta:
- Neste ouvido não, mãe. Este não percebe nada. (andas a ouvir mal outra vez, e precisamente do lado direito)

08/09/2008

2ª feira

Há dias em que não estou nem bem nem mal, mas apetece-me ficar sossegadinha no meu canto, caladinha. Hoje é um desses dias.

Do que eu gostaria mesmo era de poder estar em casa contigo, o dia todo.

Oxalá que o dia passe depressa.

04/09/2008

Ah, pois é...

- Menina, hoje temos caracóis (bolo). Posso embrulhar?
- NÃO!
- De certeza?
- Sim!
- E ainda quer adoçante no café?
- Quero!

Continuo a fazer dieta e 6 kg já lá vão!

Nunca tinha tido força de vontade suficiente para uma batalha destas, mas estou a gostar de ver os resultados. A semana passada desanimei porque a balança não registou o meu esforço, mas agora já regularizou.

Além de peso, perdi volume, sinto-me mais leve, a roupa mais folgada... e quando tento vestir roupa que (ainda) não me serve penso assim: ok, mas fica ali de lado porque não tarda nada já vou conseguir vestir isto.

Estou a gostar deste esforço que nunca tinha feito, por duvidar de mim.

03/09/2008

Parabéns, minha filha!

Ontem à noite o relógio denunciava que já passavam duas horas desde aquela em que deverias estar a dormir.

Ontem à noite choraste durante mais de meia hora, não porque não querias dormir, mas sim porque estavas angustiada. Só ao fim de um grande bocado é que desabafaste comigo: "eu não quero ir para a escola grande. Eu quero ir para a minha escola pequenina e brincar com os meus amigos. Eu não quero uma professora nova". Acolhi-te nos meus braços, confortei-te, expliquei-te tranquilamente o que mudava a partir de hoje, as coisas giras que vais aprender, os amigos novos que vais conhecer e por aí fora. Acalmaste e adormeceste.

Hoje de manhã não estavas bem. Calada e introspectiva, mas colaboraste na rotina das manhãs, que antecedem a saída de casa. Vestiste o bibe e foste para a porta. Nada orgulhosa. Calada e instrospectiva.

Entraste na escola, calada e instrospectiva, colada a mim e a pedir colo. Sentei-me contigo sem olhar para o relógio, a brincarmos e a explorarmos o novo espaço. Sabia que chegaria o momento em que me poderia vir embora e não queria fazê-lo com pressas para não chorares. Não valia a pena. E sim, esse momento chegou, ainda que com uma pequena mentira pelo meio:
- Mãe, tu vais para o trabalho e depois vens cá ver-me? Vens do trabalho aqui ver-me?
- Sim, princesa.

Menti, mas sei que vais compreender a minha desculpa. Culpamos o chefe e está feito, lololo.

À hora de almoço falei com a tua educadora e as lágrimas caíam pelo meu rosto enquanto a ouvia:
- A Maria está muito bem. Não chorou vez nenhuma, cumpriu com tudo o que lhe foi pedido. É muito querida! Almoçou muito bem e repetiu duas ou três vezes. Disse que a comida era muito boa. Está a dormir. Não se preocupe, está tudo bem. Mas se puderem venham buscá-la mais cedo!

Rebento de orgulho nestes momentos.
Posso duvidar de mim enquanto mãe, mas em momentos destes sei que estou a educar-te bem, tal como o pai, e que tens formado uma personalidade extraordinária (nalguns aspectos): és forte, independente, acreditas em ti própria, és convicta e adaptas-te às mudanças muito facilmente. Não és lamechas. Parabéns, filha.

Estou muito orgulhosa de ti, mesmo que logo voe um banco da cozinha, ou me venhas dizer que quem mandas és tu e que a nossa casa é tua, eheheh.

02/09/2008

O recomeço...

... do stress do dia a dia:

- voltou a haver trânsito;
- circulam mais transportes públicos;
- há muito mais gente nos transportes públicos;
- voltamos a ver crianças (demasiado) pequenas a caminho das creches e de mini-mochilas às costas;
- o bloglines indica-me que tenho muitos mais posts para ler, de quem já veio de férias.

Mas ainda há quem ande muito caladinha. As férias certamente ainda não terminaram!



PS: e mais, depois de duas semanas calmas de trabalho, hoje já está a apertar! Pronto, desmame das férias feito à força, é o que é.

Amanhã...

... começa uma nova etapa, uma nova escola, uma nova linha pedagógica, uma nova educadora, novos amiguinhos...

E eu já estou mais calma.

O novo bibe e o novo chapéu já estão à espera de serem orgulhosamente vestidos amanhã de manhã.

E eu sei que tenho uns papéis que é suposto levar assinados e que tenho uma lista com as coisas a levar para lá ficarem:
- Lençóis;
- Manta;
- Muda de roupa... e não me lembro se é preciso mais alguma coisa!!!

Ui... acho que afinal estou a ficar com uma dor de barriga... e vão decorar o teu nome à primeira? E será que é muita galinhice ligar a meio do dia para saber como estás? E? E? E?...

Humpf, vou assinar como Mãe Galinha.

28/08/2008

Está quase...

As férias estão quase a acabar e depois volto a ter-te a tempo inteiro. As saudades são duras de suportar, bolas...

A nossa sala já quase que não tem papel de parede colado. Agora falta pintar. A nossa casinha parece um acampamento. Mas depois a sala vai ficar linda, num estilo marroquino! :)

E também deve estar quase a acabar a minha neura.

27/08/2008

Na minha infância...


... gostava de gelados.

Lembro-me de que os de gelo eram, naturalmente, aqueles que eu queria. Só não ia muito à bola com o Epá e com o Super Maxi.

Hoje em dia raramente como gelados e sou criteriosa na escolha: Corneto de nata, Magnum Caramel & Nuts ou Haagen Dazs (de doce de leite ou chocolate belga). De resto, dispenso e não sinto a falta.

Agora tu, filhota: não tocas em gelados comidos à colher (nem em nenhuma sobremesa que não seja fruta ou gelatina) e que não sejam coloridos, de preferência cor-de-rosas. Mas o que pedes sempre é este: Calippo.


E eu esqueço o que ouvia em criança e que me irritava profundamente: escolhe um de leite, que os outros são só água e açúcar.
Mas sensibilizo. Uma noite destas, estava a contar a história dos Pipos (eu, o meu irmão e o meu primo) quando éramos pequeninos e escolhíamos gelados de leite porque fazem muito bem, são nutritivos e ajudam os meninos a crescer.
Resultou:
- Mãe, quando tu me comprares um gelado eu quero aquele do leite da vaquinha (Mini Milk). Está bem? Vou crescer, como vocês!

23/08/2008

Reencontro

Um abraço cheio de amor e ternura, carregado de saudades. Saudade que doeu e angustiou, mas que nos fortaleceu:
- Mãe, eu demorei muito, não foi? E tu ficaste sozinha, não foi? Mas agora já estou aqui ao pé de ti, mamã. Já tens a tua filha mais lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, da mamã e do papá!

Disseste tudo. Eu só consegui dizer que te amo muito. Muito, muito, muito...

22/08/2008

Serão de 5ª feira

... a arrancar o papel de parede da sala. Há dois anos que estava a ponderar se e como o fazia.

Ontem comecei, tipo as crianças, a rasgar um bocadinho e depois vi que aquilo até sai bem e entretive-me durante duas ou três horas a fazê-lo. Já apurei a técnica e com uma esponja embebida em água pente sai ainda mais facilmente.


Hoje continuo. Depois toca a pintar e redecorar a sala.

Também tenho lá uma escrivaninha antiga para recuperar.

E se calhar é desta que eu mudo a minha cama para a sala, que com uma colcha colorida e muitas almofadas passa por sofá, e o quarto fica só para ti e para os teus brinquedos.

21/08/2008

Conversa de avó e mãe

A tua avó E. fez 80 anos ontem.

Leoa de signo, tal como eu. Sempre nos demos muito bem e continuamos a gostar imenso de estar e conversar uma com a outra sempre que se proporciona. Não tanto como gostaríamos, mas com alguma frequência.

Ontem falámos ao telefone. A primeira coisa que ela me disse foi:

- Ai, Lara, o trabalho que a tua filha dá... nem te conto.
- Pois, nem precisa de contar, que eu sei bem!
- Ah, mas ela está muito gira. Esperta, esperta que só visto.
- Sim, é verdade. É muito linda a nossa menina.
- Ai, nem imaginas, há bocado chegou-se ao pé de mim com uma flor apanhada aqui no jardim e disse-me que eu tinha que a por em água para não murchar. Ela sabe muito, é uma conquistadora!
- Pois, tem a quem sair! (o pai dela é a pessoa mais charmosa que conheço)
- E com o pai? Está sempre a dizer "estás giro, papá", "és muito bonito, papá".
- Tão linda...
- Olha, mas tu tens que ter cuidado com ela, sabias?
- Então? O que é que se passa?
- Quando eu ralho com ela ou digo que ela não pode fazer alguma coisa ela diz que na casa dela é ela que manda!
- Como???
- Isto é o que ela diz.
- Pois, mas cá em casa ainda mando eu, eheheh. Espertinha, hein?
- Mas é muito querida, a nossa menina.
- Pois é, sem dúvida.
- Ainda queres falar com o N.?
- Já agora!
- Então, beijinhos. Fica bem, minha querida!
- Beijinhos!

(agora com o teu pai:)
- Sim, papá?
- Então, que vozinha chocha é essa?
- Oh... sabes... tenho muitas saudadinhas da nossa menina... Já passa.
- Acho que ela agora foi dormir um bocadinho.
- Está. Vai lá ver dela. Beijinho grande aos dois.