Ufa, já não me identifico (muito) com o que escrevi esta manhã.
Mas continuo a ter um aperto no peito intercalado com ansiedade.
Mas, nada de mais...
10/09/2008
Não vale a pena ler...
Já…
… não me identifico com o que sinto.
… não me identifico com as emoções à flor da pele.
… não me identifico com o(s) ataque(s) de choro na casa de banho do escritório.
… não me identifico pela cara marcada com o sofrimento que sinto.
… não me identifico com o meu corpo controlar as batidas do meu coração, a ansiedade e a tristeza constante.
Então…
… porque é que é tão difícil lutar contra tudo isto?
Já não sou eu. Eu já não sou assim. Então porque é que me sinto assim?
Que raiva. Que desespero.
Não me apetece nada, a não ser voar para junto de ti.
Não me apetece nada, a não ser que o relógio avance depressa e as 19h cheguem depressa e eu esteja no átrio da escola à espera de te ver correr para mim por aquele corredor frio e cinzento.
Abraçamo-nos, sentimos o calor uma da outra e vamos, de mão dada, até casa. Recolhemo-nos no palácio das princesas e ficamos ali a viver uma para a outra o resto do dia.
Não sou uma mãe (assim tão) stressada, mas esta semana está a ser, pura e simplesmente, horrível. Pela primeira vez na vida, sinto que não gostas da escola, que te angustias logo de véspera a pensar que vais para lá. E quando sais de casa choras agarrada a mim. Queres ir ao meu colo, encostada no meu ombro, pedes mil abraços e beijinhos. Ficas, perdida, de olhar assustado, a tentar resistir ao pânico de me veres sair. E eu já não estou a aguentar. Não sou o tipo de mãe que consegue resistir ao sofrimento de um filho. Isso tira-me forças. Totalmente. Tenho-as para ti, mas esgotam-se aquela hora da manhã e passo o resto do dia com o cansaço e abatimento típico de quem está esgotado e desgastado emocionalmente.
E há quem não perceba, desvalorize, goze, o que seja… Mas quem te conhece realmente sou eu, princesa, e eu quero que saibas que não tenho outra hipótese que não seja deixar-te na escola e que não podemos fraquejar ou vai ser pior para as duas.
Passas dez horas e meia num sítio em que não te sentes bem. Isso é justo? NÃO!!!
Às vezes a vida consegue ser uma grande mxxxx (versão light: caca).
… não me identifico com o que sinto.
… não me identifico com as emoções à flor da pele.
… não me identifico com o(s) ataque(s) de choro na casa de banho do escritório.
… não me identifico pela cara marcada com o sofrimento que sinto.
… não me identifico com o meu corpo controlar as batidas do meu coração, a ansiedade e a tristeza constante.
Então…
… porque é que é tão difícil lutar contra tudo isto?
Já não sou eu. Eu já não sou assim. Então porque é que me sinto assim?
Que raiva. Que desespero.
Não me apetece nada, a não ser voar para junto de ti.
Não me apetece nada, a não ser que o relógio avance depressa e as 19h cheguem depressa e eu esteja no átrio da escola à espera de te ver correr para mim por aquele corredor frio e cinzento.
Abraçamo-nos, sentimos o calor uma da outra e vamos, de mão dada, até casa. Recolhemo-nos no palácio das princesas e ficamos ali a viver uma para a outra o resto do dia.
Não sou uma mãe (assim tão) stressada, mas esta semana está a ser, pura e simplesmente, horrível. Pela primeira vez na vida, sinto que não gostas da escola, que te angustias logo de véspera a pensar que vais para lá. E quando sais de casa choras agarrada a mim. Queres ir ao meu colo, encostada no meu ombro, pedes mil abraços e beijinhos. Ficas, perdida, de olhar assustado, a tentar resistir ao pânico de me veres sair. E eu já não estou a aguentar. Não sou o tipo de mãe que consegue resistir ao sofrimento de um filho. Isso tira-me forças. Totalmente. Tenho-as para ti, mas esgotam-se aquela hora da manhã e passo o resto do dia com o cansaço e abatimento típico de quem está esgotado e desgastado emocionalmente.
E há quem não perceba, desvalorize, goze, o que seja… Mas quem te conhece realmente sou eu, princesa, e eu quero que saibas que não tenho outra hipótese que não seja deixar-te na escola e que não podemos fraquejar ou vai ser pior para as duas.
Passas dez horas e meia num sítio em que não te sentes bem. Isso é justo? NÃO!!!
Às vezes a vida consegue ser uma grande mxxxx (versão light: caca).
09/09/2008
A (difícil) adaptação
Estou com a sensação de que me passou um camião por cima, filha.
A adaptação à nova escola não está a ser fácil.
Começaste a chorar ainda em casa. O caminho todo até lá também.
Entrei na sala contigo, com calma e sem te pressionar muito, olhando discretamente para o relógio para não me atrasar. Depois de abracinhos e choros, disseste-me “Vai para o trabalho, mamã. Dá cá beijinho”. Sol de pouca dura. Choraste novamente, duas coleguinhas tuas também se sentaram no meu colo procurando consolo… os meus olhos marejados de lágrimas. Por fim, trocaste o meu colo pelo da tua educadora e lá consegui vir-me embora.
Saí a porta da escola (finalmente eu) em pranto. Triste porque vi o esforço que fizeste para ficar, de cara apreensiva e assustada, o que não é nada típico em ti. Via-se mesmo que tentavas ser forte, mas que não estavas a conseguir.
Vejo também que a tua educadora não tem mãos em tantos meninos e tanto choro. Um dia de cada vez… vamos lá ver como é que vai correr nos próximos dias.
Mas estou triste, de coração apertado.
Hoje só tive vontade de largar tudo e poder ficar contigo o tempo que fosse preciso até te acalmares.
Prometi que logo, depois do banhinho e do jantar, fazíamos uma festa do pijama.
Vamos divertirmo-nos muito e tentar ter mais uma conversa contigo sobre a escola.
Entretanto, dois registos das tuas saídas “cómicas”:
1. Tentávamos que contasses como tinha sido o dia, e respondeste enfadada:
- A Escola é o meu trabalho! (como quem diz, não posso falar disso)
2. À noite, passei-te o telefone à Tia C., para que falasses com ela. Coloquei o telefone junto ao teu ouvido direito. A tua resposta:
- Neste ouvido não, mãe. Este não percebe nada. (andas a ouvir mal outra vez, e precisamente do lado direito)
A adaptação à nova escola não está a ser fácil.
Começaste a chorar ainda em casa. O caminho todo até lá também.
Entrei na sala contigo, com calma e sem te pressionar muito, olhando discretamente para o relógio para não me atrasar. Depois de abracinhos e choros, disseste-me “Vai para o trabalho, mamã. Dá cá beijinho”. Sol de pouca dura. Choraste novamente, duas coleguinhas tuas também se sentaram no meu colo procurando consolo… os meus olhos marejados de lágrimas. Por fim, trocaste o meu colo pelo da tua educadora e lá consegui vir-me embora.
Saí a porta da escola (finalmente eu) em pranto. Triste porque vi o esforço que fizeste para ficar, de cara apreensiva e assustada, o que não é nada típico em ti. Via-se mesmo que tentavas ser forte, mas que não estavas a conseguir.
Vejo também que a tua educadora não tem mãos em tantos meninos e tanto choro. Um dia de cada vez… vamos lá ver como é que vai correr nos próximos dias.
Mas estou triste, de coração apertado.
Hoje só tive vontade de largar tudo e poder ficar contigo o tempo que fosse preciso até te acalmares.
Prometi que logo, depois do banhinho e do jantar, fazíamos uma festa do pijama.
Vamos divertirmo-nos muito e tentar ter mais uma conversa contigo sobre a escola.
Entretanto, dois registos das tuas saídas “cómicas”:
1. Tentávamos que contasses como tinha sido o dia, e respondeste enfadada:
- A Escola é o meu trabalho! (como quem diz, não posso falar disso)
2. À noite, passei-te o telefone à Tia C., para que falasses com ela. Coloquei o telefone junto ao teu ouvido direito. A tua resposta:
- Neste ouvido não, mãe. Este não percebe nada. (andas a ouvir mal outra vez, e precisamente do lado direito)
08/09/2008
2ª feira
Há dias em que não estou nem bem nem mal, mas apetece-me ficar sossegadinha no meu canto, caladinha. Hoje é um desses dias.
Do que eu gostaria mesmo era de poder estar em casa contigo, o dia todo.
Oxalá que o dia passe depressa.
Do que eu gostaria mesmo era de poder estar em casa contigo, o dia todo.
Oxalá que o dia passe depressa.
04/09/2008
Ah, pois é...
- Menina, hoje temos caracóis (bolo). Posso embrulhar?
- NÃO!
- De certeza?
- Sim!
- E ainda quer adoçante no café?
- Quero!
Continuo a fazer dieta e 6 kg já lá vão!
Nunca tinha tido força de vontade suficiente para uma batalha destas, mas estou a gostar de ver os resultados. A semana passada desanimei porque a balança não registou o meu esforço, mas agora já regularizou.
Além de peso, perdi volume, sinto-me mais leve, a roupa mais folgada... e quando tento vestir roupa que (ainda) não me serve penso assim: ok, mas fica ali de lado porque não tarda nada já vou conseguir vestir isto.
Estou a gostar deste esforço que nunca tinha feito, por duvidar de mim.
- NÃO!
- De certeza?
- Sim!
- E ainda quer adoçante no café?
- Quero!
Continuo a fazer dieta e 6 kg já lá vão!
Nunca tinha tido força de vontade suficiente para uma batalha destas, mas estou a gostar de ver os resultados. A semana passada desanimei porque a balança não registou o meu esforço, mas agora já regularizou.
Além de peso, perdi volume, sinto-me mais leve, a roupa mais folgada... e quando tento vestir roupa que (ainda) não me serve penso assim: ok, mas fica ali de lado porque não tarda nada já vou conseguir vestir isto.
Estou a gostar deste esforço que nunca tinha feito, por duvidar de mim.
03/09/2008
Parabéns, minha filha!
Ontem à noite o relógio denunciava que já passavam duas horas desde aquela em que deverias estar a dormir.
Ontem à noite choraste durante mais de meia hora, não porque não querias dormir, mas sim porque estavas angustiada. Só ao fim de um grande bocado é que desabafaste comigo: "eu não quero ir para a escola grande. Eu quero ir para a minha escola pequenina e brincar com os meus amigos. Eu não quero uma professora nova". Acolhi-te nos meus braços, confortei-te, expliquei-te tranquilamente o que mudava a partir de hoje, as coisas giras que vais aprender, os amigos novos que vais conhecer e por aí fora. Acalmaste e adormeceste.
Hoje de manhã não estavas bem. Calada e introspectiva, mas colaboraste na rotina das manhãs, que antecedem a saída de casa. Vestiste o bibe e foste para a porta. Nada orgulhosa. Calada e instrospectiva.
Entraste na escola, calada e instrospectiva, colada a mim e a pedir colo. Sentei-me contigo sem olhar para o relógio, a brincarmos e a explorarmos o novo espaço. Sabia que chegaria o momento em que me poderia vir embora e não queria fazê-lo com pressas para não chorares. Não valia a pena. E sim, esse momento chegou, ainda que com uma pequena mentira pelo meio:
- Mãe, tu vais para o trabalho e depois vens cá ver-me? Vens do trabalho aqui ver-me?
- Sim, princesa.
Menti, mas sei que vais compreender a minha desculpa. Culpamos o chefe e está feito, lololo.
À hora de almoço falei com a tua educadora e as lágrimas caíam pelo meu rosto enquanto a ouvia:
- A Maria está muito bem. Não chorou vez nenhuma, cumpriu com tudo o que lhe foi pedido. É muito querida! Almoçou muito bem e repetiu duas ou três vezes. Disse que a comida era muito boa. Está a dormir. Não se preocupe, está tudo bem. Mas se puderem venham buscá-la mais cedo!
Rebento de orgulho nestes momentos.
Posso duvidar de mim enquanto mãe, mas em momentos destes sei que estou a educar-te bem, tal como o pai, e que tens formado uma personalidade extraordinária (nalguns aspectos): és forte, independente, acreditas em ti própria, és convicta e adaptas-te às mudanças muito facilmente. Não és lamechas. Parabéns, filha.
Estou muito orgulhosa de ti, mesmo que logo voe um banco da cozinha, ou me venhas dizer que quem mandas és tu e que a nossa casa é tua, eheheh.
Ontem à noite choraste durante mais de meia hora, não porque não querias dormir, mas sim porque estavas angustiada. Só ao fim de um grande bocado é que desabafaste comigo: "eu não quero ir para a escola grande. Eu quero ir para a minha escola pequenina e brincar com os meus amigos. Eu não quero uma professora nova". Acolhi-te nos meus braços, confortei-te, expliquei-te tranquilamente o que mudava a partir de hoje, as coisas giras que vais aprender, os amigos novos que vais conhecer e por aí fora. Acalmaste e adormeceste.
Hoje de manhã não estavas bem. Calada e introspectiva, mas colaboraste na rotina das manhãs, que antecedem a saída de casa. Vestiste o bibe e foste para a porta. Nada orgulhosa. Calada e instrospectiva.
Entraste na escola, calada e instrospectiva, colada a mim e a pedir colo. Sentei-me contigo sem olhar para o relógio, a brincarmos e a explorarmos o novo espaço. Sabia que chegaria o momento em que me poderia vir embora e não queria fazê-lo com pressas para não chorares. Não valia a pena. E sim, esse momento chegou, ainda que com uma pequena mentira pelo meio:
- Mãe, tu vais para o trabalho e depois vens cá ver-me? Vens do trabalho aqui ver-me?
- Sim, princesa.
Menti, mas sei que vais compreender a minha desculpa. Culpamos o chefe e está feito, lololo.
À hora de almoço falei com a tua educadora e as lágrimas caíam pelo meu rosto enquanto a ouvia:
- A Maria está muito bem. Não chorou vez nenhuma, cumpriu com tudo o que lhe foi pedido. É muito querida! Almoçou muito bem e repetiu duas ou três vezes. Disse que a comida era muito boa. Está a dormir. Não se preocupe, está tudo bem. Mas se puderem venham buscá-la mais cedo!
Rebento de orgulho nestes momentos.
Posso duvidar de mim enquanto mãe, mas em momentos destes sei que estou a educar-te bem, tal como o pai, e que tens formado uma personalidade extraordinária (nalguns aspectos): és forte, independente, acreditas em ti própria, és convicta e adaptas-te às mudanças muito facilmente. Não és lamechas. Parabéns, filha.
Estou muito orgulhosa de ti, mesmo que logo voe um banco da cozinha, ou me venhas dizer que quem mandas és tu e que a nossa casa é tua, eheheh.
02/09/2008
O recomeço...
... do stress do dia a dia:
- voltou a haver trânsito;
- circulam mais transportes públicos;
- há muito mais gente nos transportes públicos;
- voltamos a ver crianças (demasiado) pequenas a caminho das creches e de mini-mochilas às costas;
- o bloglines indica-me que tenho muitos mais posts para ler, de quem já veio de férias.
Mas ainda há quem ande muito caladinha. As férias certamente ainda não terminaram!
PS: e mais, depois de duas semanas calmas de trabalho, hoje já está a apertar! Pronto, desmame das férias feito à força, é o que é.
- voltou a haver trânsito;
- circulam mais transportes públicos;
- há muito mais gente nos transportes públicos;
- voltamos a ver crianças (demasiado) pequenas a caminho das creches e de mini-mochilas às costas;
- o bloglines indica-me que tenho muitos mais posts para ler, de quem já veio de férias.
Mas ainda há quem ande muito caladinha. As férias certamente ainda não terminaram!
PS: e mais, depois de duas semanas calmas de trabalho, hoje já está a apertar! Pronto, desmame das férias feito à força, é o que é.
Amanhã...
... começa uma nova etapa, uma nova escola, uma nova linha pedagógica, uma nova educadora, novos amiguinhos...
E eu já estou mais calma.
O novo bibe e o novo chapéu já estão à espera de serem orgulhosamente vestidos amanhã de manhã.
E eu sei que tenho uns papéis que é suposto levar assinados e que tenho uma lista com as coisas a levar para lá ficarem:
- Lençóis;
- Manta;
- Muda de roupa... e não me lembro se é preciso mais alguma coisa!!!
Ui... acho que afinal estou a ficar com uma dor de barriga... e vão decorar o teu nome à primeira? E será que é muita galinhice ligar a meio do dia para saber como estás? E? E? E?...
Humpf, vou assinar como Mãe Galinha.
E eu já estou mais calma.
O novo bibe e o novo chapéu já estão à espera de serem orgulhosamente vestidos amanhã de manhã.
E eu sei que tenho uns papéis que é suposto levar assinados e que tenho uma lista com as coisas a levar para lá ficarem:
- Lençóis;
- Manta;
- Muda de roupa... e não me lembro se é preciso mais alguma coisa!!!
Ui... acho que afinal estou a ficar com uma dor de barriga... e vão decorar o teu nome à primeira? E será que é muita galinhice ligar a meio do dia para saber como estás? E? E? E?...
Humpf, vou assinar como Mãe Galinha.
28/08/2008
Está quase...
As férias estão quase a acabar e depois volto a ter-te a tempo inteiro. As saudades são duras de suportar, bolas...
A nossa sala já quase que não tem papel de parede colado. Agora falta pintar. A nossa casinha parece um acampamento. Mas depois a sala vai ficar linda, num estilo marroquino! :)
E também deve estar quase a acabar a minha neura.
A nossa sala já quase que não tem papel de parede colado. Agora falta pintar. A nossa casinha parece um acampamento. Mas depois a sala vai ficar linda, num estilo marroquino! :)
E também deve estar quase a acabar a minha neura.
27/08/2008
Na minha infância...
... gostava de gelados.
Lembro-me de que os de gelo eram, naturalmente, aqueles que eu queria. Só não ia muito à bola com o Epá e com o Super Maxi.
Hoje em dia raramente como gelados e sou criteriosa na escolha: Corneto de nata, Magnum Caramel & Nuts ou Haagen Dazs (de doce de leite ou chocolate belga). De resto, dispenso e não sinto a falta.
Agora tu, filhota: não tocas em gelados comidos à colher (nem em nenhuma sobremesa que não seja fruta ou gelatina) e que não sejam coloridos, de preferência cor-de-rosas. Mas o que pedes sempre é este: Calippo.

E eu esqueço o que ouvia em criança e que me irritava profundamente: escolhe um de leite, que os outros são só água e açúcar.
Mas sensibilizo. Uma noite destas, estava a contar a história dos Pipos (eu, o meu irmão e o meu primo) quando éramos pequeninos e escolhíamos gelados de leite porque fazem muito bem, são nutritivos e ajudam os meninos a crescer.
Resultou:
- Mãe, quando tu me comprares um gelado eu quero aquele do leite da vaquinha (Mini Milk). Está bem? Vou crescer, como vocês!
23/08/2008
Reencontro
Um abraço cheio de amor e ternura, carregado de saudades. Saudade que doeu e angustiou, mas que nos fortaleceu:
- Mãe, eu demorei muito, não foi? E tu ficaste sozinha, não foi? Mas agora já estou aqui ao pé de ti, mamã. Já tens a tua filha mais lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, da mamã e do papá!
Disseste tudo. Eu só consegui dizer que te amo muito. Muito, muito, muito...
- Mãe, eu demorei muito, não foi? E tu ficaste sozinha, não foi? Mas agora já estou aqui ao pé de ti, mamã. Já tens a tua filha mais lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, da mamã e do papá!
Disseste tudo. Eu só consegui dizer que te amo muito. Muito, muito, muito...
22/08/2008
Serão de 5ª feira
... a arrancar o papel de parede da sala. Há dois anos que estava a ponderar se e como o fazia.
Ontem comecei, tipo as crianças, a rasgar um bocadinho e depois vi que aquilo até sai bem e entretive-me durante duas ou três horas a fazê-lo. Já apurei a técnica e com uma esponja embebida em água pente sai ainda mais facilmente.
Hoje continuo. Depois toca a pintar e redecorar a sala.
Também tenho lá uma escrivaninha antiga para recuperar.
E se calhar é desta que eu mudo a minha cama para a sala, que com uma colcha colorida e muitas almofadas passa por sofá, e o quarto fica só para ti e para os teus brinquedos.
Ontem comecei, tipo as crianças, a rasgar um bocadinho e depois vi que aquilo até sai bem e entretive-me durante duas ou três horas a fazê-lo. Já apurei a técnica e com uma esponja embebida em água pente sai ainda mais facilmente.
Hoje continuo. Depois toca a pintar e redecorar a sala.
Também tenho lá uma escrivaninha antiga para recuperar.
E se calhar é desta que eu mudo a minha cama para a sala, que com uma colcha colorida e muitas almofadas passa por sofá, e o quarto fica só para ti e para os teus brinquedos.
21/08/2008
Conversa de avó e mãe
A tua avó E. fez 80 anos ontem.
Leoa de signo, tal como eu. Sempre nos demos muito bem e continuamos a gostar imenso de estar e conversar uma com a outra sempre que se proporciona. Não tanto como gostaríamos, mas com alguma frequência.
Ontem falámos ao telefone. A primeira coisa que ela me disse foi:
- Ai, Lara, o trabalho que a tua filha dá... nem te conto.
- Pois, nem precisa de contar, que eu sei bem!
- Ah, mas ela está muito gira. Esperta, esperta que só visto.
- Sim, é verdade. É muito linda a nossa menina.
- Ai, nem imaginas, há bocado chegou-se ao pé de mim com uma flor apanhada aqui no jardim e disse-me que eu tinha que a por em água para não murchar. Ela sabe muito, é uma conquistadora!
- Pois, tem a quem sair! (o pai dela é a pessoa mais charmosa que conheço)
- E com o pai? Está sempre a dizer "estás giro, papá", "és muito bonito, papá".
- Tão linda...
- Olha, mas tu tens que ter cuidado com ela, sabias?
- Então? O que é que se passa?
- Quando eu ralho com ela ou digo que ela não pode fazer alguma coisa ela diz que na casa dela é ela que manda!
- Como???
- Isto é o que ela diz.
- Pois, mas cá em casa ainda mando eu, eheheh. Espertinha, hein?
- Mas é muito querida, a nossa menina.
- Pois é, sem dúvida.
- Ainda queres falar com o N.?
- Já agora!
- Então, beijinhos. Fica bem, minha querida!
- Beijinhos!
(agora com o teu pai:)
- Sim, papá?
- Então, que vozinha chocha é essa?
- Oh... sabes... tenho muitas saudadinhas da nossa menina... Já passa.
- Acho que ela agora foi dormir um bocadinho.
- Está. Vai lá ver dela. Beijinho grande aos dois.
Leoa de signo, tal como eu. Sempre nos demos muito bem e continuamos a gostar imenso de estar e conversar uma com a outra sempre que se proporciona. Não tanto como gostaríamos, mas com alguma frequência.
Ontem falámos ao telefone. A primeira coisa que ela me disse foi:
- Ai, Lara, o trabalho que a tua filha dá... nem te conto.
- Pois, nem precisa de contar, que eu sei bem!
- Ah, mas ela está muito gira. Esperta, esperta que só visto.
- Sim, é verdade. É muito linda a nossa menina.
- Ai, nem imaginas, há bocado chegou-se ao pé de mim com uma flor apanhada aqui no jardim e disse-me que eu tinha que a por em água para não murchar. Ela sabe muito, é uma conquistadora!
- Pois, tem a quem sair! (o pai dela é a pessoa mais charmosa que conheço)
- E com o pai? Está sempre a dizer "estás giro, papá", "és muito bonito, papá".
- Tão linda...
- Olha, mas tu tens que ter cuidado com ela, sabias?
- Então? O que é que se passa?
- Quando eu ralho com ela ou digo que ela não pode fazer alguma coisa ela diz que na casa dela é ela que manda!
- Como???
- Isto é o que ela diz.
- Pois, mas cá em casa ainda mando eu, eheheh. Espertinha, hein?
- Mas é muito querida, a nossa menina.
- Pois é, sem dúvida.
- Ainda queres falar com o N.?
- Já agora!
- Então, beijinhos. Fica bem, minha querida!
- Beijinhos!
(agora com o teu pai:)
- Sim, papá?
- Então, que vozinha chocha é essa?
- Oh... sabes... tenho muitas saudadinhas da nossa menina... Já passa.
- Acho que ela agora foi dormir um bocadinho.
- Está. Vai lá ver dela. Beijinho grande aos dois.
Ainda as férias...
O papá e a mamã em conversa:
- Olha, e achas que posso falar com ela? - perguntei-lhe.
- Claro! Espera só um bocadinho. Maria, anda cá falar com a mamã.
E oiço uma voz ao fundo:
- Não. Eu quero ir para ao pé da mamã.
- Mas fala com a mamã, filha.
- Quero ir à mamã - choramingaste tu.
Logo se recompôs:
- Está bem. É rápido.
- Filha, sou eu amor. Estás bem?
- Sim...
- Sabes uma coisa? A mamã arrumou os teus brinquedos e afiou os lápis todos!
- Está bem...
- Olha, filha, o que é que tens feito?
Não obtive resposta. Largaste o telefone e continuaste a brincar.
Faltam dois dias. Daqui a 48 horas já vamos estar juntas!
- Olha, e achas que posso falar com ela? - perguntei-lhe.
- Claro! Espera só um bocadinho. Maria, anda cá falar com a mamã.
E oiço uma voz ao fundo:
- Não. Eu quero ir para ao pé da mamã.
- Mas fala com a mamã, filha.
- Quero ir à mamã - choramingaste tu.
Logo se recompôs:
- Está bem. É rápido.
- Filha, sou eu amor. Estás bem?
- Sim...
- Sabes uma coisa? A mamã arrumou os teus brinquedos e afiou os lápis todos!
- Está bem...
- Olha, filha, o que é que tens feito?
Não obtive resposta. Largaste o telefone e continuaste a brincar.
Faltam dois dias. Daqui a 48 horas já vamos estar juntas!
20/08/2008
Saudade que dói...
Ontem estive a arrumar os teus brinquedos.
Ri-me sozinha enquanto descobria brinquedos dentro de malinhas, bolsinhas, caixas; afiei todos os teus lápis; alinhei livros; dobrei roupinhas do Nenuco; deitei fora conchas e conchinhas desfeitas em mil e um pedacinhos; ...
Após esta maratona, sentei-me a ver tv, a navegar um bocadinho na internet e adiantei mais um bocadinho do teu álbum.
Quando me fui deitar senti o teu cheiro na minha almofada, onde adormeces todas as noites. Quebrei.
Agarrei no telemóvel e ali fiquei a ver os vídeos em que podia ouvir a tua voz, ver o teu sorriso e memorizar mais um bocadinho de cada um dos traços do teu rosto.
Adormeci tarde. Mais uma vez. Sei que estás bem e que te faz muito bem estar com o papá, mas e à volta de 300 das 365 noites do ano, passas com quem? Comigo. Pois, e por isso mesmo me sinto um bocadinho triste. Legítimo, não?
E o que mais me angustia é que tu também possas estar a sentir a minha falta.
Conto os minutos para, mais daqui a um bocado, poder ligar-te e ouvir a tua voz, ou, pelo menos, saber de ti.
E, entretanto, vou tentar afastar esta tristeza que hoje me faz estar mais calada, metida comigo mesma e que me deixa sem vontade de fazer nada. E à lágrima marota que vai tentando escapar-se e ao nó na garganta digo-lhes para se irem embora, que não quero nada com eles!
Ri-me sozinha enquanto descobria brinquedos dentro de malinhas, bolsinhas, caixas; afiei todos os teus lápis; alinhei livros; dobrei roupinhas do Nenuco; deitei fora conchas e conchinhas desfeitas em mil e um pedacinhos; ...
Após esta maratona, sentei-me a ver tv, a navegar um bocadinho na internet e adiantei mais um bocadinho do teu álbum.
Quando me fui deitar senti o teu cheiro na minha almofada, onde adormeces todas as noites. Quebrei.
Agarrei no telemóvel e ali fiquei a ver os vídeos em que podia ouvir a tua voz, ver o teu sorriso e memorizar mais um bocadinho de cada um dos traços do teu rosto.
Adormeci tarde. Mais uma vez. Sei que estás bem e que te faz muito bem estar com o papá, mas e à volta de 300 das 365 noites do ano, passas com quem? Comigo. Pois, e por isso mesmo me sinto um bocadinho triste. Legítimo, não?
E o que mais me angustia é que tu também possas estar a sentir a minha falta.
Conto os minutos para, mais daqui a um bocado, poder ligar-te e ouvir a tua voz, ou, pelo menos, saber de ti.
E, entretanto, vou tentar afastar esta tristeza que hoje me faz estar mais calada, metida comigo mesma e que me deixa sem vontade de fazer nada. E à lágrima marota que vai tentando escapar-se e ao nó na garganta digo-lhes para se irem embora, que não quero nada com eles!
19/08/2008
É verdade...
Em cinco dias das férias não fiz dieta, mas, mesmo assim, num mês perdi 2,950 kg!
Vamos no bom caminho!...
A este propósito, a Maria, nas férias, dizia-me:
- Oh, mãe, porque é que tu estás a escolher o que vais jantar? Tu comes sempre salada com queijo. Tu comes muitas saladas, mamã.
Vamos no bom caminho!...
A este propósito, a Maria, nas férias, dizia-me:
- Oh, mãe, porque é que tu estás a escolher o que vais jantar? Tu comes sempre salada com queijo. Tu comes muitas saladas, mamã.
As nossas férias

Este ano tivemos, como esperávamos, umas férias em cheio.
No primeiro dia comemorámos o meu aniversário e no dia seguinte fomos à escola nova tratar do que faltava para a tua matrícula. Outros passeios foram dados: Jardim Zoológico, com direito a muitos carregamentos do cartão do Animax e a brincar nas casinhas. Casinhas essas onde eu também brinquei no tempo em que tinham mobília, brinquedos e cortinas nas janelas. Agora assemelham-se a casas em ruína... Mas mantém a sua piada.
Noutro dos dias tiveste direito ao teu primeiro dia de praia com o avô, os dois sozinhos. Adoraste e temos mais de 50 fotografias deliciosas que o atestam.
Depois partimos com o pipo e com a pipinha (primos) para as nossas férias na Serra. Uma festa! Uma festa, com direito a gargalhadas, brincadeiras, choros, birras e disputas!!! Mas até correu muito bem. A mamã e o pipo têm formas de estar muito parecidas, pelo que não nos é difícil estarmos de acordo em relação a rotinas, comidas e actividades.
De manhã, após o pequeno-almoço, íamos até à piscina e por lá ficávamos até à hora de almoço. Depois retornávamos a casa para o almoço e para a sesta. Ao acordar, lanche e piscina até às seis e meia. Enquanto a mãe preparava o jantar, o pipo despachava os banhinhos das princesas. Antes de deitar, havia direito a verem dvd's no piso dos quartos e, de seguida, caminha, cada uma para a sua. E assim passámos uma semana!
Mais uma paragem por Lisboa, mais uma ida à praia com o avô e também com a avó emprestada, enquanto a mãe preparava a bagagem para as férias na Costa de Prata.
E aqui começaram os melhores dias das férias, se é que é possível! Um hotel excelente, um quarto com uma vista fabulosa, atendimento personalizado e muito espaço para corrermos, saltarmos e esticarmo-nos à beira da água. O que é que se podia querer mais? Portaste-te muito bem e adaptaste-te desde o primeiro dia. Foi, sem dúvida, uma experiência a repetir. Quase que me apeteceu deixar nova reserva feita com um ano de antecedência! :)
E agora voltei ao trabalho enquanto foste "namorar" com o papá. Sinto-me vazia, mas tranquila por saber que estás com quem te ama com a mesma força que te amo. Estes são os vossos momentos. Aproveitem-nos!
(Des)conversar
- Maria, telefone para ti.
- Quem é, pai?
- É a mamã!!!
- Não quero. Não gosto da mãe.
- Não gostas da mãe, filha? Isso diz-se? Queres que eu fique triste contigo?
- Só gosto da mãe quando ela fica comigo.
Glup…
- Mãe, quero ficar contigo. Quero ir de férias contigo.
- No Sábado já estamos juntas, filha!
Glup…
- Quem é, pai?
- É a mamã!!!
- Não quero. Não gosto da mãe.
- Não gostas da mãe, filha? Isso diz-se? Queres que eu fique triste contigo?
- Só gosto da mãe quando ela fica comigo.
Glup…
- Mãe, quero ficar contigo. Quero ir de férias contigo.
- No Sábado já estamos juntas, filha!
Glup…
17/08/2008
As melhores férias de sempre...

... acabaram!
Depois venho cá contar, para um dia mais tarde recordarmos. Ainda que não tenha dúvidas de que agora começas a conseguir reter estes momentos para todo o sempre.
O único senão é que amanhã vais de férias com o papá. Todos os anos é assim em Agosto, primeira quinzena comigo e a segunda quinzena com o papá. Sinto-me receosa. Serão seis noites longe uma da outra. Mais um recorde que vamos bater. E se o ano passado custou tanto, imagino este ano. Bem, mas pensamento positivo, vai correr tudo bem e a semana há-de passar a correr. Sábado estarás comigo e só depois irás passar o resto das férias com o papá!
02/08/2008
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