19/02/2008

"E também do papá!"

Ontem, quando me fui deitar, passei a menina para a cama dela.

Ela deu conta e disse-me “quero dormir com a mamã”.

Levei-a de volta para a minha cama e estava no miminho com ela “Gosto tanto, mas tanto de ti, filhota… tanto, tanto… e tu, também gostas da mamã?”.

A resposta dela??? “E também do papá!”

Que linda, filha... adormeci de coração cheio do teu sorriso.

15/02/2008

O Dia dos Namorados

Ontem ficaste no miminho da avó. Está combinado que, de quinze em quinze dias, ficas lá de quinta para sexta-feira. A avó vai buscar-te e dormes com ela.

Isso permite-me que pelo menos um dia na semana eu saia do escritório calmamente, sem a correria de chegar a horas à creche.

Não fazia planos de sair, mas acabei por fazê-lo. Diverti-me imenso, estive muito bem acompanhada e foi um Dia dos Namorados celebrado de forma diferente!

Sou feliz com a vida que levo, mas o certo é que a noite de ontem ainda me fez mais feliz...

E hoje é 6ª feira. Logo vou buscar-te e vamos começar um fim-de-semana para o qual já fiz muitos planos. Muitas brincadeiras e actividades dedicadas à minha princesa! :)

Back to work*!

* quero ver se não adormeço em cima do teclado... a noite não deu para tudo, alguma coisa tinha que ficar para trás... nomeadamente umas boas horas de sono! E ainda por cima estou a trabalhar numa proposta criativa e com alguma complexidade!

13/02/2008

Cumplicidades

Cheguei à creche às 19h em ponto. "Espero não demorar chegar a casa. Tenho que lhe dar o banho, fazer o jantar, as camas... Que dia, nunca mais termina".

Entrei.

Passaste por mim direita à biblioteca, para folheares livros. Olhei-te e quando ia começar "Maria, vá lá, despacha-te, filha, temos que ir para casa" suspirei e pensei: "Paciência, mais cinco ou menos cinco minutos não fazem grande diferença". Folheaste os livros e depois lá vestimos o casaco e saímos da creche.

Disseste-me, apressada, "corre, mamã, vem aí o autocarro". Não vi autocarro nenhum a chegar à paragem e perguntei-te "mas qual?". "Aquele, ali ao fundo, mãe". Sorri... o autocarro estava parado num semáforo e já bem longe da paragem onde o costumamos apanhar. Não havia hipótese de o apanharmos, por mais que estivesses preparada para correr atrás dele, eheheh.


Continuámos. Sentámo-nos no banco. Ias para começar uma birrinha, já nem sei porquê:
- Escuta, Maria, queres ouvir histórias do tio Hugo quando era pequenino?
- Não...
- Era uma vez...
- Não, não quero, mãe - rezingaste.
- Não, filha, não estou a contar-te a história a ti, mas sim à estrelinha que brilha lá em cima, no céu. Era uma vez um tio Hugo malandro, que fazia muitos disparates... - continuei, já contigo a escutares atentamente.

A senhora que estava ao nosso lado sorria, até que chegou, em poucos minutos, o autocarro em que seguiríamos.

Nessa altura, a história já tinha acabado e estavas a fazer de bebé no meu colo. "Deixa deitar-me no teu colo, como os bebés" e fingias que choravas enquanto eu dizia "não chora, bebé, a mamã está contigo... pronto".

Encheste o autocarro de gargalhadas sonoramente malandras, enquanto encarnavas o papel de uma criança pequenina. As pessoas que viajavam connosco no autocarro renderam-se à tua boa disposição e riam-se de nós: de ti pelas gargalhadas e de mim que fingia que tirava "pilhas" das tuas costas para não te chorares mais. E tu rias mais e mais, deliciada com a brincadeira. "Ufa, isto até está a correr bem", pensei para comigo.

As brincadeiras somaram-se pelo resto do caminho até casa. À chegada, a avó Toya estava a preparar o jantar e eu subi contigo para nossa casa para te dar banho.

"Meu Deus, já passa das sete e meia... se ela quer brincar no banho estou feita". Entraste para a banheira, não coloquei a tampa no ralo da banheira e disse "ai... ai... oh, água, não fujas, fica aí para a Maria brincar! Opá, água, não me estás a ouvir?" Reclamaste, "não tem águá... oh, mamã, a água...". Enganei-te "não sei o que se passa, filha, se calhar a banheira está estragada". Duche tomado...

Toca a vestir. Oiço-te a rir e vejo que estavas a fazer um xixi na minha cama... "Oh, Maria... O que é isso". Olhei novamente e vi que estavam duas toalhas debaixo dela "Ufa, não molhou o colchão, boa". Não te ralhei mais... não valia a pena, estava tudo resolvido e sem azar de maior.

- Vamos secar o cabelo, filha!
- Não quero, quero brincar... - fugiste para junto dos teus brinquedos.
- Fofinha, queres secar o cabelo como a Bia faz? Anda cá que eu ensino-te!!!
- Sim, quero...
- Pões a cabeça para baixo. Isso, agora fica assim - e o secador ligado na máxima potência deslindava os seus cabelinhos fininhos com a pressa que só uma mãe compreende nestas horas.
- E agora, queres pentear-te como a Bia? Com esta escova, como a que a Bia tem?
- A Bia tem uma escova igual mãe?
- Tem, sim, filha - ai, que é hoje que o nariz vai crescer... tantas mentirinhas inocentes para mantê-la cooperante e bem disposta.

Olhei para o relógio. Oito horas. "ui, temos que descer, a Toya já deve ter o jantar na mesa.

Descemos as escadas e enquanto eu punha a mesa brincavas, divertida, na sala, com o Speedy.

Parei a contemplar-vos e a ouvir as tuas gargalhadas. A avó Toya comentou: "está muito bem disposta hoje"!

E eu pensei para comigo "tomara que todos os dias tenha esta inspiração toda para, com paciência, conseguir levar a melhor com ela".

E quando te deitei, depois de mais umas quantas corridas contra o relógio sorri, bem disposta com a vida, tal como tu, porque vi que temos uma cumplicidade fantástica, e que não és apenas tu que aprendes coisas novas todos os dias, mas também eu, enquanto mãe.

12/02/2008

A avó João

Hoje apetece-me escrever sobre ti e sobre a avó João, minha mãe.

Gosto muito de vos ver juntas. Passámos os teus primeiros seis meses de vida em casa dela e ficaste sempre com uma relação muito estreita e especial com ela.

São parecidas em termos de feitio, por isso a avó compreende-te até melhor do que eu, principalmente quando és mais difícil de levar.

A Avó João é a tua “avó” – defende-te mesmo sem razão, faz-te as vontadinhas, enche-te de miminhos, respeita o teu ritmo mesmo que isso signifique ficar fora das rotinas e das tuas regras habituais… é uma avó, como eu costumo dizer! Mas também te impõe limites e também te ralha quando é preciso. Tu tens respeito por ela. Reages de imediato, de forma obediente. No teu íntimo deves sentir que é melhor não enfrentar a avó João. Atitude sábia a tua, minha princesa. J

A tua avó é completamente diferente como avó do que foi como mãe. Eu tenho muito boas avós, mas gostava de ter uma avó como a tua, sabias? Pudera, até te deixa comer boiões de fruta ao pequeno-almoço e andares a brincar com os budas e com os cristais!

11/02/2008

Já acabaste a birra, já?

Passámos um fim-de-semana cinco estrelas! J

Exceptuando a intensa lida da casa, deu para descansar e desfrutar bastante da tua companhia.

Ontem tivemos o companhia do Pipo e da Pipinha lá em casa e vocês brincaram muito as duas (e também se pegaram, mas faz parte, não é?).

A Pipinha fez uma birra e quando voltou para o quarto, onde estavas, ouvi-te “Já acabaste a birra, já?” num tom de censura… Ai, minha linda, sabes tão bem a teoria!...

08/02/2008

De mão dada...

Esta noite dormiste comigo... sempre em busca da minha mão.
Dormimos, de mão dada*...




* Isto porque que o meu braço dormente não permitiu que continuasses a dormir no "colinho", como dizes, ou seja, com a cabeça deitada no meu braço, bem encostadinha a mim! :)

A "nossa" escolinha

Gosto muito da creche onde estás. Inserida numa das melhores associações de educação do país tem, com pontos mais ou menos positivos, cumprido muito bem com o que eu esperava de uma creche: despertam as crianças, desde o berçário, para a necessidade de disciplina, de diálogo e de carinho no momento certo e são transmitidas excelentes bases de aprendizagem.

Faltam apenas alguns meses para teres que abandonar a tua escolinha, porque só tem a valência de creche e porque vais mudar para outro estabelecimento, para ficares mais perto de casa e minizarmos ao máximo os inconvenientes que surgiram com a minha (excelente, diga-se!) mudança profissional.

Começo a ficar ansiosa, será que vais ter saudades do ambiente familiar que ali tens? Das educadoras, das auxiliares e das senhoras da cozinha que te adoram? Custar-te-á mudar para um sítio novo, coleguinhas diferentes e muito maior?

Espero que não. Espero sinceramente que não.

E agora, resta não sofrer por antecipação e deixar para mais tarde este sentimento de “angústia maternal”.

07/02/2008

La Camisa Negra

Estou concentrada, a preparar uma apresentação, quando ao longe distingo uma música que me faz partir para memórias de outros tempos:
A dançarmos as duas, na cozinha, ao som de Juanes. Corro a cozinha nela dançando como se fosse um salão de baile, delicio-me nas nossas gargalhadas!

E parece que as oiço aqui, agora e hoje!

O tempo voa...

O tempo voa e há demasiadas coisas que voam da minha memória tão depressa quanto o tempo, por isso, sempre que me apetecer, virei aqui falar de ti, meu enorme sorriso chamado Maria.

Além disso, reconquistámos a nossa privacidade, certo?

Estás uma miúda gira e muito endiabrada. Entrámos em contagem decrescente para o teu 3º aniversário. Isso custa-me, mas, ao mesmo tempo, permite-me assistir diariamente às tuas conquistas.

Eu, a mãe, estou e sou feliz! E nos últimos tempos reconquistámos uma paz que não tínhamos há muito tempo. Nem sequer sabíamos que não a tínhamos, não é? Reconquistámos a nossa privacidade, o nosso espaço, a nossa energia fluida e pura... 2008 está a ser um grande ano!

Hoje estás adoentada e o meu pensamento está contigo. Logo, logo, estou ao pé de ti, ok?

21/03/2007

Saudades...

... Saudades do teu sorriso e da força que me dás.

Estamos a passar por momentos menos fáceis, mas somos fortes, não é, meu amor?

Estamos em contagem decrescente para o teu aniversário e também para as nossas férias.

Que bom!!!

17/03/2007

Independência... no que não deve!

A Maria hoje acordou muito cedo.

Ando exausta e com necessidade de dormir, pelo que fechei a porta do nosso quarto e deixei-a a brincar, enquanto dormitava.

Vi como calçava as botas sozinha - apertando o fecho e a mola; vi como fazia construções de legos, vi como lia livros sentada no chão do quarto, mas houve uma coisa que não vi. Adormeci.

Quando acordei senti mau cheiro no quarto. Olhei-a "ainda" sentada no chão e disse-lhe: "Maria, anda cá à mamã. Vamos mudar a fralda. Tens cocó, não é?".

E a resposta foi: "Não, mãe... está aí!" Olhei para um canto junto à cama e vi uma fralda cheia de cocó!

Resumindo, a minha asneirenta tirou as calças, desapertou o body, tirou a fralda - que pôs para o lado, voltou a vestir as calças e continuou a brincar como se não fosse nada com ela!

Independência e inteligência prática, é certo, mas, minha filha, quem muda a fralda para a próxima vez sou eu, ok?

O seu sorriso...

Não sei porquê...

Não sei porquê, mas apeteceu-me escrever novamente.

Entrei aqui, li posts antigos e lembrei-me de momentos que a memória não tinha apagado, mas que tinha "escondido".

Por isso talvez olte aqui a registar algumas peripécias da nossa vida, filhota.

E sempre com o objectivo de mais tarde recordar. É bom é que eu não me esqueça disso, claro!

20/06/2006

FIM

Está tudo bem comigo e com a minha princesa, mas não me apetece continuar aqui!!!

A quem eu conheço in the real life: Até já!

A quem não conheço do mundo virtual: Foi um prazer! Felicidades a todos, do fundo do coração.

13/06/2006

Há cinco anos...

Há cinco anos eu estava lá...

Há cinco anos esperei ansiosamente pela msg que haveria de receber no meu telemóvel "Já tem dois dedos" (as mensagens do teu papá são o máximo, nestas ocasiões!!!). Voei para a Maternidade. Fiquei naquela sala de espera com a tua avó e com o teu papá. Depois chegou o teu avô, de mãos nos bolsos com um ar como só ele tem, eheheh. Com os primeiros raios da manhã fomos tomar o pequeno-almoço - eu e os teus avós. Dissemos tantos disparates, estávamos tão felizes! A tua avó costuma dizer que não sabe como é que eu e a tua mamã temos tanto assunto de conversa, mas acho que ainda não se aperceber de que eu e ela também não nos calamos um segundo que seja!

Eu e a tua avó fizemos apostas de quanto pesavas, com o segurança da entrada da maternidade como testemunha (ganhei eu, pesavas mais de 4kg - "Ai, não, mais de 4 Kg não! Coitadinha da minha filha! - dizia estremunhada a tua avó).

Há cinco anos a tua avó disse-me "Já está" e eu, feita tonta, perguntei: "Já está o quê?". "Já nasceu, filha! Já nasceu a minha neta!". Chorámos abraçadas... o meu coração explodia de alegria. Há cinco anos eu estava lá...

Há cinco anos esperei por vos ver antes de subirem para a enfermaria. Fui a 5ª pessoa (da "família" de que não sou, mas de que me sinto parte) a pegar-te... eras tão linda, tão grande, tão gorda, embrulhada naquele fato horrível de flanela da Maternidade, a dormir no quente das pernas da tua mãe... Há cinco anos amei-te como te amo hoje, como afilhada e como filha da melhor amiga do Mundo. Já viste a dimensão deste Amor, minha gorda linda?

Meu amor, há cinco anos estive lá em todos os momentos.

Mas hoje... no teu quinto aniversário, não estive... e choro, choro muito por isso. Porque, por todos os motivos e mais alguns, sonhei muito com esta tua festinha e em poder estar contigo, com os manos, com os teus papás... Mostrar ao Mundo que adoro de coração a tua Mamã... e que te amo muito, a ti, minha afilhada linda. Mas a madrinha prometeu e vai cumprir. Vamos fazer a NOSSA festa, minha querida.

Hoje não pude estar porque outro tipo de Amor exigia de mim cuidados mil e muitos carinhos: a Maria está adoentada. Uma semana depois de começar o antibiótico para a otite há uma febre marota a espreitar, sem causa aparente, pelo menos por enquanto.

Sou mãe... e há coisas que se perdem enquanto mãe... como a festa de aniversário da nossa afilhada. Nunca pensei foi que isso me custasse tanto...


(E há cinco anos que me esqueço do aniverário da minha prima T. Choro pela minha afilhada, mas ainda não dei os parabéns à miúda. Vou limpar as lágrimas e ligar para ela!)

10/06/2006

Digno de registo...

O avô ontem ligou o Canal Panda para tu veres!!!

E tu ficaste, sentadinha, a ver, claro!!!

(esta é private, eheheh)

Mais uma...

Domingo passado chamei um médico aqui a casa. Falou numa amigdalite viral e viu qualquer coisa no ouvido direito ("Mas não é otite"). Nessa noite choravas muito e a febre continuava a estar sempre presente. Segunda-feira não consegui consulta com a tua pediatra, liguei para a otorrina e fomos ter com ele no dia a seguir, bem cedinho. Diagnóstico: otite.

Jugo que já vamos na sexta otite... E mais uma vez ouvimos falar em tubinhos, a ver se passas o Inverno bem. Até lá vou esforçar-me para que faças muita praia, pelo menos ao fim-de-semana. Este ano as férias ficaram por conta de um novo projecto profissional (que tu sabes que tem feito a mamã muito feliz e que nos trouxe mais qualidade de vida, em muitos aspectos).

Esta semana também foi semana de problemas com a creche. A inflexibilidade do regulamento interno (ou, neste caso da pessoa que o aplica) anda a enervar-me. Não fosse realmente aquela a escola em que eu quero que faças a primária e já estarias de saída de lá! Nao te deram o antibiótico porque eu não levei cópia da receita (era suposto só teres que o tomar em casa, daí não ter pedido receita). Enfim... cinco horas depois da hora da toma fui lá eu dar-to, quando tive conhecimento que não to tinham dado...

Tens mais um dente (um dos incisivos inferiores). E vão doze!!! Ficam a faltar os caninos e os molares!

Já sobes sozinha para cima do sofá, já desenroscas tampas de frascos, já chutas na bola e continuas a aumentar o teu vocabulário.

As noites estão calmas (desde que não estejas doentinha, claro) e as sestas correm bem. Adormeces sozinha e sem refilice. Excelente!

Hoje tomaste banho numa piscina pequenina. Chapinhaste, brincaste com os bonecos e entraste lá para dentro, feliz da vida! Estás a ficar uma menina crescida, filhota!

04/06/2006

Sábado à noite

Sábado à noite:

- Maria apanha as folhas que estavam numa cadeira ao lado do parque. Agarra nelas e brinca, caladinha, com as folhas... até ser apanhada, claro!

- Maria, ao meu colo - confesso, tentava chegar às portas do móvel ao lado, portas essas que têm pequenos vidros. "Maria está quieta"; "Maria não faças isso"... Dava pequenas palmadas num dos vidros. Distraí-me. Oiço uma pancada mais seca e o vidro a partir. Felizmente não se magoou e o vidro só se partiu em dois...

Mas uma coisa é certa: é melhor substituir rapidamente o vidro, ou vou levar meses a ouvir o meu pai!
(sim, estas asneiras de Sábado à noite foram em casa do meu pai... e com 38,8º de temperatura!)

Temos visitas

Este fim-de-semana temos estado muito ocupadas com as visitas que recebemos aqui na nossa casinha, mais propriamente a Maria.:
- Febre;
- Nariz congestionado;
- Tosse "esquisita e rouca".

Aposto que é garganta... mas só logo vou saber.

Ben-u-ron, Brufen, termómetro e muitos miminhos têm sido os meus aliados nesta batalha para expulsar os "visitantes" indesejados. Mas não estão a ser suficientes.

03/06/2006

14 Meses

Fizeste 14 meses há uns dias.

A nível de fala:
- repetes tudo, mas nem sempre se percebe;
- o "p" era "t", mas agora já o dizes correctamente. E até andas a treinar: "pa", "pe", pi";

Marcha:
- Andas cada vez melhor e com muita estabilidade. Já damos alguns passeios na rua, mas sempre de mão dada. Não que sejas tu a ter medo, mas sim eu. Os nossos passeios são muito irregulares para que te aventures sozinha!

Desenvolvimento motor:
- Já pegas numa esferográfica como os "crescidos";
- Sentas-te sozinha;
- Sobes a rampa da escolinha agarrada ao corrimão;
- Adoras subir e descer pequenos degraus (escadas só sobes pela minha mão. Descer? Por enquanto, nem pensar! Mais uma vez por causa do medo da mãe);
- Queres comer sozinha. Pegas razoavelmente bem na colher.

Obediência e limites:
- Estamos melhores neste campo. Já obedeces ao "não", se bem que nem sempre o respeitas. E começas a saber que há coisas que não podes fazer, ainda que estejas sempre a tentar ver se consegues sem que ninguém dê conta.
Outros pormenores, ou seja, gracinhas: entras em qualquer carro e pedes música, a apontar lá para a frente, onde está o rádio. Depois danças e cantas! Tens a mania de tentar abrir as portas.

Alimentação:
- Uiui... aqui está a dor de cabeça diária da mãe! Agora deste em não querer comer em casa. Na escola comes como sempre comeste. Comigo pedes bolachas (sabes onde estão, pois claro), apontas para a fruta, pedes brinquedos que atiras furiosamente para o chão, agitas o braço como se estivesses a enxotar moscas quando me vês avançar com a colher em direcção à tua boca, e por aí fora... Resultado, há muitos dias que não jantas. Não queres comer, não comes! Mas ainda vou experimentar mudar a cadeira de refeições para a sala, a ver se dá resultado.
- Adoras pão. Chegas à mercearia e começas logo "pão" e, claro, nem que seja do pão guardado arranja-se sempre uma pontinha de para a menina, contamina... eheheh
- Pêras. Não ligavas muito quando eras mais pequenina, mas agora adoras comer pêra williams. Se for preciso comes logo uma inteira!
- Leite. Definitivamente já te habituaste ao leite de crescimento, mas se te der do "meu", também bebes. Acabou-se o leite de lata. 250ml de manhã e 250ml à noite. Boa média, né?

A tua paixão do momento:
- Mamã. Andas muito agarrada à mamã. Mesmo quando estás também com a avó MJ. Mas já sabes perfeitamente quem é cada uma das pessoas que te rodeia e tens com cada uma ligação muito especial e muito própria.

E a má noite que me deste hoje, que estás adoentada, não me deixa organizar melhor as ideias... devo estar a esquecer-me de muita coisa, paciência.

Estás a dormir a sesta e eu acho que vou aproveitar para me juntar a ti!